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Geral
30/12/2025 22:00:00

Avaliação psiquiátrica de Adélio Bispo deve definir possível liberação da prisão ainda em dezembro

Perícia realizada no início de novembro pode determinar se o agressor de Bolsonaro possui condições de deixar o sistema prisional, mas decisão final só acontecerá em 2026

Avaliação psiquiátrica de Adélio Bispo deve definir possível liberação da prisão ainda em dezembro

O laudo psiquiátrico de Adélio Bispo, que pode influenciar a liberação ou manutenção de sua custódia, será elaborado até o final deste mês de dezembro. Contudo, a decisão definitiva acerca de uma potencial liberdade só deverá ser tomada em 2026.

Após o atentado contra Jair Bolsonaro (PL), Adélio passou por uma avaliação médica no começo de novembro. O objetivo do exame é determinar se ele apresenta condições de responder por seus atos fora do cárcere, onde está detido desde 2018.

Considerado incapaz de responder por si devido a limitações mentais, os profissionais responsáveis pela perícia, contratados pela Defensoria Pública da União (DPU), estão analisando novos laudos baseados em documentos médicos de 2019. Como não há digitalização desses registros oficiais, os peritos optaram por recorrer a relatórios escritos para evitar riscos de vazamento de informações confidenciais.

Questões como se o detento mantém alguma condição psiquiátrica que justifique sua internação involuntária, ou se atualmente representa risco a si próprio ou a terceiros, estão sendo avaliadas. Técnicos também irão emitir pareceres sobre a possibilidade de cessação do perigo, bem como o prazo para uma nova reavaliação, considerando prognósticos médicos e casos semelhantes.

A análise do estado de Adélio só deve ocorrer no próximo ano, pois os juízes responsáveis pelas execuções penais estão em recesso desde 20 de dezembro. Procedimentos de urgência podem ser realizados nesse período, porém, não se aplicam à situação atual de Adélio.

O detento tem sua permanência garantida na prisão até pelo menos 2038, quando completará 60 anos de idade, uma vez que foi considerado inimputável. De acordo com decisão judicial, ele poderá deixar o sistema prisional ao alcançar essa idade. No momento, ele está em uma cela de aproximadamente seis metros quadrados.

Desde que entrou no sistema penitenciário, Adélio não tem leitura de livros e apresenta dificuldades em conversar com outros presos em unidades de segurança máxima. Apesar de ser considerado altamente perigoso, não há previsão de transferência dele para outros presídios federais, uma medida comum em casos de maior risco.

Entre as cinco penitenciárias federais do país, a de Campo Grande é considerada a que oferece melhores condições para detentos com transtornos mentais. Ainda assim, essa estrutura não é totalmente adequada, sendo utilizada devido à escassez de alternativas mais seguras.