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Acidente
22/05/2024 00:00:00

OMS pede proteção para médicos e pacientes sitiados em hospital em Gaza

Profissionais se saúde dizem que estão em perigo 'todos os dias e todas as horas', inclusive sob a mira de franco-atiradores


OMS pede proteção para médicos e pacientes sitiados em hospital em Gaza

A Referência

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira (21) que o hospital Al-Awda, no norte de Gaza, está sitiado com cerca de 148 funcionários, 22 pacientes e seus acompanhantes sem poder sair do local desde domingo (19). 

De acordo com o diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, “a equipe médica dentro do hospital relatou um ataque em 20 de maio, com franco-atiradores apontando para o prédio e um foguete de artilharia atingindo o quinto andar”.

Ordens de evacuação afetam unidades de saúde

Ele pediu proteção para as pessoas que estão no hospital, em meio a um cenário de bombardeios contínuos, incursões terrestres e combates intensos. 

De acordo com a OMS, apenas cerca de um terço dos 36 hospitais de Gaza ainda funcionam. Diversas unidades essenciais de cuidados de saúde estão “inacessíveis” aos pacientes e profissionais afetados pela violência ou pelas ordens de evacuação.

Na cidade de Rafah, no sul, as ordens militares israelenses de evacuação afetaram mais de 20 postos médicos, quatro hospitais e quatro centros de saúde primários. No norte de Gaza, 16 postos médicos foram afetados, bem como cinco centros de cuidados de saúde primários e o Hospital Kamal Adwan, além do Hospital Al-Awda.

Médicos e pacientes em “situação precária”

A profissional de comunicações da OMS, Nika Alexander, que retornou de Gaza há uma semana, explicou que a organização está a trabalhando para fornecer combustível e suprimentos aos hospitais que estão em condições de funcionar. Segundo ela, a agência teve que mudar o local de armazenamento de suprimentos para áreas mais ao norte de Rafah, para “manter esses suprimentos seguros e garantir sua entrega aos hospitais”.

A representante ressaltou quão perigosa é a situação “todos os dias e todas as horas”, relatando que sempre que se escuta um som de avião, “uma bomba pode cair logo depois”.

Nika Alexander disse que os hospitais em Gaza não são capazes de fornecer serviços completos. Alguns deles atuam quase como “ponto de estabilização”, fazendo o possível para que “as pessoas não morram em decorrência da lesão, prestando alguns cuidados básicos”. 

Segundo ela, várias partes da Faixa são zonas de guerra, por isso, profissionais de saúde e pacientes que tentam chegar a essas instalações médicas “estão em situação precária”.

75% da Faixa de Gaza sob ordens de evacuação

O Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) informou que a operação militar israelense em curso e as ordens de evacuação deslocaram mais de 900 mil palestinos nas últimas duas semanas, cerca de quatro em cada 10 habitantes de Gaza. Isto inclui 812 mil pessoas de Rafah e mais de 100 mil outras no norte de Gaza, com centenas de milhares vivendo em “condições terríveis”.

Os parceiros humanitários do Ocha que trabalham para fornecer abrigo às pessoas em Gaza relatam que não há tendas e restam muito poucos itens de abrigo para distribuição.

Segundo a agência da ONU, as pessoas deslocadas de Rafah procuram atualmente abrigo em Khan Younis e Deir al Balah em qualquer terreno aberto disponível, “incluindo estradas de acesso e terrenos agrícolas, bem como em edifícios danificados que não foram avaliados estruturalmente”.

Até o momento, mais de 75% da Faixa de Gaza, ou cerca de 285 quilômetros quadrados, estão sob ordens de evacuação em meio à escalada do conflito.



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