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Saúde
03/02/2024 20:00:00

Ministério da Saúde instala centro de operações de emergência no país para monitorar situação da dengue

Em 2024, já foram registrados mais de 200 mil casos da doença; Acre, Minas Gerais e o Distrito Federal decretaram estado de emergência


Ministério da Saúde instala centro de operações de emergência no país para monitorar situação da dengue

Ministério da Saúde inicia neste sábado, 3, em Brasília, as reuniões no Centro de Operações Emergências (COE) para monitorar a situação da dengue no país. Só neste começo de 2024 já houve registro de mais de 200 mil casos no país, e dois estados, Minas Gerais e Acre, e o Distrito Federal, precisaram decretar situação de emergência devido à epidemia da doença. Na quinta-feira, 1, durante o anúncio do centro para controle, a ministra da saúde, Nísia Trindade, reforçou que a atuação será coordenada com estados e municípios, e permitirá uma análise minuciosa, porém ágil, dos dados e das informações para subsidiar a tomada de decisão e definição de ações adequadas e oportunas para o enfrentamento dos casos. “A mensagem é de mobilização nacional, de união de esforços com estados e municípios. De um Brasil unido contra a dengue. Nós estamos, desde novembro, com uma série de ações para monitorar o avanço da doença”, declarou. Os casos de dengue no Brasil já vinha em crescimento nos últimos anos. Em 2022, pela primeira vez, o país ultrapassou mil mortes pela doença. Em 2023 foram 1.079 mortos, número superior ao ano anterior.

Esse epidemia tem se feito presente em várias regiões do Brasil. É esperado que a ministra da saúde faça um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão para falar sobre a situação da doença. As ações emergenciais do COE devem durar até abril. A cidade do Rio de Janeiro está enfrentando uma nova epidemia de dengue, sendo esta a sexta registrada nos últimos 38 anos- a cidade enfrentou epidemias de dengue em 1986, 1991, 2002, 2008 e 2012. A prefeitura anunciou medidas para conter o avanço da doença, que está afetando principalmente a Zona Oeste. No primeiro mês deste ano, foram registrados 10.156 casos de dengue, quase metade do total do ano passado. Além disso, janeiro também registrou o maior número de internações por dengue desde 1974, com 362 hospitalizações. Até o momento, não há mortes confirmadas, mas três óbitos estão sendo investigados. Esses dados surpreenderam, uma vez que o pico da doença costuma ocorrer em março ou abril. Desde 1996, janeiro de 2022 foi o terceiro pior mês de janeiro em relação aos casos de dengue. São Paulo, por sua vez, já registrou mortos. Segundo a última atualização dos dados do Centro de Vigilância Epidemiológia (CVE), foram sete mortes por dengue. Contudo, o número diverge do que foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, que fala em quatro mortos pela doença.

Como mostrou a reportagem da Jovem Pan, na próxima, o Ministério da Saúde vai começar a distribuir as vacinas contra a dengue. O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, afirmou que as regiões com maior incidência da doença terão prioridade no recebimento das doses. Ao todo, 521 municípios serão contemplados com o imunizante, que será aplicado em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O governo espera receber mais 500 mil doses da vacina, além do primeiro lote de 750 mil unidades entregue em janeiro. A orientação do Ministério da Saúde é seguir as diretrizes da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização e da Organização Mundial da Saúde, que recomendam a vacinação prioritária de crianças e adolescentes entre 6 e 16 anos. No entanto, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, alertou que a vacina não é a solução para o combate à dengue e ressaltou a importância de eliminar os focos do mosquito transmissor.

jovem Pan



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