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Trabalho
26/10/2023 19:00:00

Teletrabalho atingiu cerca de 9,5 milhões de pessoas no Brasil em 2022, mostra pesquisa do IBGE.


Teletrabalho atingiu cerca de 9,5 milhões de pessoas no Brasil em 2022, mostra pesquisa do IBGE.

No quarto período do ano passado, o Brasil registrou cerca de 9,5 milhões de pessoas trabalhando remotamente, o que corresponde a 9,8% do total de 96,7 milhões de pessoas ocupadas que não estavam fora do trabalho. Dentre esse contingente, 2,1 milhões executavam suas tarefas remotamente, mas não em teletrabalho, já que não utilizavam equipamentos de tecnologia da informação e comunicação (TIC) para cumprir suas funções.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados pela primeira vez nesta quarta-feira (25), outros 7,4 milhões de pessoas estavam em teletrabalho, que é considerado um subgrupo do trabalho remoto. Esses profissionais realizavam suas funções, pelo menos parcialmente, em um local alternativo ao local padrão e utilizavam equipamentos TIC para isso.

Os números fazem parte do módulo Teletrabalho e Trabalho por Meio de Plataformas Digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), e, segundo o IBGE, as estatísticas são experimentais, estando em fase de teste e avaliação.

A metodologia utilizada para o levantamento se baseou na proposta pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com adaptações à estrutura do questionário da Pnad Contínua. Segundo a OIT, o trabalho remoto é aquele realizado total ou parcialmente em um local diferente do local padrão de trabalho.

O setor de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas registrou a maior parcela de pessoas ocupadas em teletrabalho, com 25,8% de profissionais trabalhando remotamente pelo menos um dia no período analisado. Em seguida, veio o setor de atividades por administração pública, com 11,1%, principalmente na educação e saúde.

O levantamento também revelou que havia mais mulheres do que homens realizando teletrabalho, com uma proporção de 8,7% e 6,8%, respectivamente. Em relação à cor ou raça, a maioria das pessoas brancas estava em teletrabalho (11,0%), seguidas por pretos (5,2%) e pardos (4,8%). No que diz respeito à faixa etária, os profissionais com idades entre 25 e 39 anos representaram o maior percentual, com 9,7%.

Quanto à escolaridade, apenas 0,6% dos ocupados sem ensino fundamental completo faziam trabalho remoto, enquanto entre aqueles com ensino superior completo, o percentual alcançou 23,5%.

Em relação aos rendimentos, a população ocupada que realizou pelo menos um dia de teletrabalho teve um rendimento médio de R$ 6.479, o que é 2,4 vezes maior do que a média nacional de R$ 2.714. Segundo o IBGE, essa diferença se deve ao fato de que o teletrabalho inclui profissionais com salários mais altos, como gerentes e profissionais das ciências e intelectuais.

Em termos regionais, o rendimento médio mais elevado em teletrabalho foi registrado no Centro-Oeste, com R$ 7.255, enquanto a região Nordeste registrou o menor, com R$ 4.820.

Por fim, vale destacar que 16,6% dos empregadores estavam em teletrabalho pelo menos parcialmente em 2022, sendo essa a categoria profissional com maior prevalência nessa modalidade de trabalho. Em seguida, vieram os empregados no setor público (11,6%) e os empregados no setor privado com carteira assinada (8,2%), de acordo com a pesquisa do IBGE.

Fonte A Notícia de  Alagoas



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