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Acidente
20/10/2023 03:00:00

Empresário acusado de atropelar e matar policial militar ciclista tem prisão preventiva decretada


Empresário acusado de atropelar e matar policial militar ciclista tem prisão preventiva decretada

A Justiça decretou na tarde desta quinta-feira, 19, a prisão temporária do empresário Edson Lopes da Rocha, suspeito de atropelar e matar a policial militar Cibelly Barbosa e ferir seu noivo, também PM Gheymison do Nascimento Porto. O casal foi atropelado quando andava de bicicleta, em um trecho da AL-220, no último sábado, dia 14.

Conforme a decisão assinada pelo juiz Alberto Almeida, da 5ª Vara Criminal de Arapiraca, “o representado estava dirigindo uma caminhonete, e colidiu com o casal de ciclistas, resultando na morte da Soldado PM Cibelly Barboza Soares e lesões corporais no Soldado PM Gheymison do Nascimento Porto. Logo após os fatos, o condutor se evadiu, abandonando o veículo no local da ocorrência. Desta forma, requer a prisão temporária do investigado, a fim de colher elementos de informação imprescindíveis para as investigações”.

Na síntese da decisão, o juiz observa ainda que “a Polícia Civil recebeu informes de que o autor se evadiu do local do ocorrido para não ser preso em flagrante, nem ser submetido ao teste do etilômetro, pois estaria supostamente dirigindo sob a influência de álcool, assumindo perfeitamente o risco de matar”.

Empresário nega que estava alcoolizado

Na manhã de ointem, 19, Edson Lopes da Rocha emitiu uma nota na qual afirmou que prestou socorro à vítima antes de deixar o local do acidente. Testemunhas disseram que ele estava alcoolizado e que teria fugido, mas ele negou essa versão e lamentou o ocorrido.

Edson e a família disseram que "reconhecem ser difícil mensurar a dor dos que perdem um ente querido de forma repentina e trágica como aconteceu, mas também devastados e em choque com a tragédia, pedem a Deus que, de alguma forma, console o coração dos familiares e amigos das vítimas".

O empresário afirmou que não permaneceu no local do acidente porque ficou em choque e temeu possíveis represálias. "A decisão foi tomada em um momento de medo e confusão, mas em instante algum houve a intenção de esquivar-se das responsabilidades", disse.

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