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Acidente
15/10/2023 04:00:00

Israel amplia prazo para evacuação de Gaza


Israel amplia prazo para evacuação de Gaza

O QUE VOCÊ PRECISA SABER

As Nações Unidas já havia declarado "impossível" o prazo de 24 horas dado por Tel Aviv para a população deixar o norte da Faixa de Gaza. Nova ordem concede mais seis horas para a evacuação, enquanto as Forças Armadas de Israel se preparam para uma ofensiva terrestre no território palestino.

Ao todo, mais de 2 milhões vivem em condições precárias em Gaza, uma estreita faixa que se estende por cerca de 40 quilômetros ao longo do Mar Mediterrâneo e faz fronteira com Israel ao norte e a leste, e com o Egito ao sul.

Israel tem apoio do Ocidente em sua ofensiva. "Nós sempre estaremos do lado de vocês", declarou o secretário de Estado americano, Antony Blinken, em visita a Israel na quinta-feira. 

A Otan também tem enfatizado o direito de Israel de se defender após os ataques do Hamas. O secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, afirmou, porém, que é importante que os israelenses "façam todo o possível para evitar a perda de vidas de civis inocentes".

Ataque do Hamas

O ultimato dos militares israelenses foi anunciado depois que no dia 7 de outubro o grupo terrorista islamista Hamas lançou ataques sem precedentes contra Israel, matando mais de 1,3 mil e ferindo mais de 3,3 mil em cidades fronteiriças e em um festival de música.

Israel respondeu com pesados bombardeios sobre Gaza, prometendo "esmagar" o Hamas. Mais de 1,9 mil palestinos já morreram e 7,7 mil ficaram feridos, segundo autoridades locais.

Acompanhe os principais acontecimentos do conflito entre Israel e o Hamas:

  • Mortos dois líderes do Hamas ligados a massacres
  • Israel faz incursões para "limpar" Gaza de terroristas
  • Brasil defende corredores humanitários e insiste em "solução de dois Estados"
  • Netanyahu sobre ataques a Gaza: "É apenas o começo"
 

Hamas diz que bombardeios israelenses mataram mais 9 reféns

O braço armado do Hamas, as brigadas Al-Qassam, informaram que outros nove reféns que eram mantidos pelo grupo desde os ataques terroristas em solo israelense foram mortos por bombardeios israelenses em Gaza. 

Segundo os islamistas, quatro das vítimas eram de nacionalidade estrangeira, ou seja, não israelenses.O Hamas não ofereceu provas ou maiores detalhes sobre as supostas mortes.

Na sexta-feira, o grupo terrorista havia dito que 13 reféns haviam morrido também em razão dos bombardeios de Israel.

Israel e Hisbolá intensificam ataques na fronteira

O movimento xiita libanês Hisbolá relatou ter atacado posições israelenses em um território disputado ao longo da fronteira entre os dois países.

Em nota, o Hisbolá disse ter atacado "posições sionistas nas fazendas libanesas Sheeba [...] com mísseis teleguiados e morteiros, atingindo-as".

O grupo islamita apoiado pelo Irã, juntamente com outras facções palestinas, entrou em confronto com forças israelenses logo após os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro.

Neste sábado, as Forças de Defesa israelenses disseram ter eliminado vários "terroristas" que tentaram entrar no país através do Líbano, além de atacarem alvos no território libanês em resposta às agressões do Hisbolá.

Desde o último domingo, as agressões entre os dois lados ocorrem quase diariamente. Neste sábado, o Líbano afirmou que bombas israelenses lançadas próximas à fronteira mataram um jornalista e deixaram outros seis feridos.

Israel mata dois líderes do Hamas ligados a massacres

Soldado acena de cima de tanques de combate com bandeira israelense
Tanques israelenses próximos à fronteira com GazaFoto: Amir Levy/Getty Images

As Forças Armadas israelenses anunciaram neste sábado (14/10) ter matado Ali Qadi, comandante da unidade do grupo radical Hamas conhecida como "Nukhba" ("elite" em árabe). Ele era considerado o principal líder do ataque terrestre de 7 de outubro no sul de Israel, estopim do atual conflito na região.

Com base em informações do serviço secreto Shin Beth, os militares informaram que Qadi foi abatido durante um bombardeio por drone. Ele era um dos principais comandantes do movimento radical islâmico que governa a Faixa de Gaza.

Contando 37 anos, ele era natural de Ramallah, na Cisjordânia, mas fora expulso para Gaza. Em 2005 foi preso pelo rapto e assassinato de civis israelenses, porém libertado seis anos mais tarde, numa troca de prisioneiros.

Israel anunciou também a morte, numa ofensiva contra Gaza, na noite de sexta-feira, do chefe das operações aéreas do Hamas, Murad Abu Murad, também considerado um dos organizadores do massacre de 7 de outubro em território israelense.

Número de palestinos mortos em Gaza aumenta para 2.215

Autoridades de saúde da Faixa de Gaza informaram que a contagem de mortos no enclave palestino desde o início do conflito com Israel aumentou para 2.215.

O MInistério da Saúde palestino precisou que entre os mortos estão 724 crianças e 458 mulheres. O número de feridos aumentou para 8.714.

Em Israel, os ataques terroristas perpetrados pelo Hamas deixaram mais de 1,3 mil mortos.

Moradores terão mais algumas horas para deixar o norte de Gaza

Gazastreifen | Palästinenser auf der Flucht vor dem Krieg
Foto: Yasser Qudih/Xinhua/picture alliance

As Forças Armadas de Israel asseguraram aos habitantes do norte da Faixa de Gaza um novo período sem investidas militares neste sábado (14/10), a fim de que possam se deslocar em direção ao sul do enclave palestino.

Entre 10h00 e 16h00 (04h00 a 10h00 em Brasília), os moradores de Beit Hanun devem tomar a rota de fuga designada para Khan Yunis, comunicou um porta-voz militar na plataforma X (ex-Twitter). Dentro desse prazo será possível movimentação "sem danos".

Na sexta-feira, Tel Aviv ordenara a evacuação do densamente povoado norte de Gaza num prazo de 24 horas, que se encerrou às 06h00 (hora local) do sábado. A ONU declarou a imposição como impossível de cumprir, alertando para o perigo de catástrofe humanitária.

O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (ENUCAH) estima que dezenas de milhares já seguiram a ordem dada por Israel. Antes mesmo dela, os bombardeios desencadeados pelos atentados do Hamas de 7 de outubro já haviam forçado 400 mil dos cerca de 1,1 milhão de moradores a se retirarem do norte de Gaza.

Uma ofensiva de Israel por terra em breve é dada como certa: na fronteira com o território palestino já estão concentrados dezenas de milhares de soldados israelenses.

Cadáveres de reféns encontrados em batidas contra Hamas em Gaza

Foto de um casamento entre escombros de edifício em Ashkelon, norte de Israel
Foto de um casamento entre escombros de edifício em Ashkelon, norte de IsraelFoto: Amir Cohen/REUTERS

Em suas primeiras incursões na Faixa de Gaza, o Exército israelense encontrou diversos cadáveres de seus compatriotas sequestrados pelo grupo terrorista Hamas. Segundo noticiou neste sábado (14/10) o jornal Jerusalem Post, os achados ocorreram na noite da véspera.

Por sua vez, as Brigadas Al Kassam, braço militar do Hamas, divulgaram que 13 dos 150 reféns sequestrados de Israel teriam morrido em consequência dos ataques aéreos israelenses. Entre eles estariam também cidadãos estrangeiros. Não possível verificar essas informações.

Como afirmou no X (ex-Twitter) o porta-voz das Forças Armadas israelenses, Daniel Hagari, a meta principal dessas batidas militares em Gaza é "limpar a área de terroristas e armas".

Israel intensifica batidas militares contra Hamas em Gaza

Soldados israelenses em tanque de combate
Tanques de combate também são empregados nas atidas militaresFoto: Ilia Yefimovich/dpa/picture alliance

Segundo dados oficiais, Israel já realizou desde a madrugada deste sábado (14/10) diversas incursões militares isoladas na Faixa de Gaza, enquanto transcorre a evacuação da população, como ordenado. O porta-voz das Forças Armadas israelenses, Daniel Hagari, afirmou no X (ex-Twitter) que a meta das operações é "limpar a área de terroristas e armas".

Paralelamente, também são feitos esforços para encontrar eventuais sequestrados pelo grupo radical islâmico Hamas. Tropas de solo e de tanques de combate procuram indícios e "destruíram tanto infraestruturas quanto células terroristas". Uma das células revidou com armas antitanques.

Terminou às 06h00 deste sábado (00h00 em Brasília) o prazo de 24 horas dado por Israel para a retirada em massa da população da região norte de Gaza. A medida afeta cerca de 1,1 milhão de habitantes.

Antes da ordem de evacuação, mais de 420 mil palestinos já haviam deixado suas casas na Faixa de Gaza, de acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

Milhares fogem do norte de Gaza

Gazastreifen | Palästinenser auf der Flucht vor dem Krieg
Foto: Hatem Moussa/AP/picture alliance

Milhares de palestinos deixaram o norte de Gaza nesta sexta-feira, depois que Israel deu um prazo de 24 horas para a evacuação, antes de uma possível invasão terrestre do enclave, em uma escalada de violência que, segundo a ONU, ameaça consolidar uma "catástrofe humanitária".

O pedido de evacuação fez com que milhares de habitantes do norte de Gaza fugissem de carro ou a pé rumo ao sul, mas sem a esperança de deixar o território palestino pelo lado israelense ou pelo Egito, que não está disposto a abrigar refugiados.

A população de Gaza está ficando sem água, eletricidade e suprimentos, devido ao "cerco total" imposto por Israel após o ataque terrorista do Hamas que matou mais de mil pessoas no dia 7 de outubro.

Muitos se recusam a deixar o enclave, onde mais de 80% dos habitantes são refugiados ou descendentes de refugiados que deixaram suas vilas e cidades ou foram expulsos desses territórios quando o Estado de Israel foi criado, em 1948.

Brasil defende corredores humanitários em Gaza e "solução de dois Estados"

USA New York | UN-Vollversammlung in New York
Foto: Craig Ruttle/AP/picture alliance

Após convocar uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil, que preside o órgão durante este mês de outubro, se manifestou sobre a escalada no conflito entre Israel e o grupo radical islâmico Hamas, que já deixou milhares de mortos.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que "nem os israelenses nem os palestinos deveriam passar por sofrimentos mais uma vez".

Vieira afirmou que viajou a Nova York para levar o apelo do presidente Lula para uma ação multilateral urgente, a fim de acabar com o sofrimento de civis que estão em meio às hostilidades.

O ministro também declarou que o governo brasileiro pede a libertação das pessoas que foram sequestradas desde o começo da crise.

O objetivo do Brasil e do Conselho de Segurança, segundo ele, é prevenir mais derramamento de sangue e garantir acesso humanitário urgente para as áreas mais atingidas.

"As leis internacionais de direitos humanos garantem claras diretrizes sobre o que precisa ser feito. É urgente a criação de corredores humanitários com acesso a Gaza", reforçou, dizendo ainda que o Brasil se solidariza com os brasileiros mortos nos ataques do Hamas e também com os trabalhadores humanitários e todas as pessoas deslocadas.

"Reiteramos nosso apoio à solução de dois estados com palestinos e israelenses vivendo lado a lado, em paz e prosperidade, com fronteiras seguras", concluiu.

Países e organizações opõem-se à evacuação

Gazastreifen | Palästinenser auf der Flucht vor dem Krieg
Foto: Hatem Moussa/AP/picture alliance

A repercussão dos pedidos de evacuação em até 24 horas da região norte de Gaza vieram de diversos países e organizações internacionais.

Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Anistia Internacional expressaram consternação devido à ordem de evacuação de 24 horas emitida pelo exército israelense antes de uma possível ofensiva terrestre.

A OMS disse que a evacuação em massa seria "desastrosa" para os pacientes dos hospitais, que, no sul, já estão lotados.

Já a Anistia Internacional chamou o pedido de Israel de "uma exigência impossível" que "não pode ser considerada um alerta eficaz" e "o deslocamento forçado da população civil pode equivaler a uma violação do direito internacional humanitário".

A Turquia classificou a exigência como "inaceitável": "Forçar os residentes de Gaza, que estão sujeitos a ataques aéreos indiscriminados há dias e privados de eletricidade, água e alimentos, a migrar em uma área extremamente limitada é uma violação flagrante do direito internacional e é desumano", divulgou, em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores.

Com sede no Cairo, no Egito, a Liga Árabe também condenou uma "transferência forçada", dizendo que isso constitui "um crime". O secretário-geral do grupo, Ahmed Aboul Gheit, acusou Israel de realizar "um ato atroz de vingança [...], punindo civis indefesos em Gaza", em vez de uma "operação militar planejada ou estudada".

EUA, Egito e Arábia Saudita criticam evacuação em Gaza

USA, Washington | Biden spricht zu führenden Vertretern der jüdischen Gemeinschaft der USA
Foto: Brendan Smialowski/AFP/Getty Images

Líderes dos Estados Unidos, Egito e Arábia Saudita criticaram os pedidos israelenses de evacuação em até 24 horas a partir do norte de Gaza.

O presidente americano, Joe Biden, disse que lidar com a escalada da crise humanitária na Faixa de Gaza é uma "prioridade", já que os ataques aéreos israelenses continuam antes de uma possível incursão terrestre.

"Não podemos perder de vista o fato de que a esmagadora maioria dos palestinos não tem nada a ver com o Hamas e seus terríveis ataques, e eles também estão sofrendo com isso", afirmou, durante um discurso na Filadélfia.

Biden reiterou o apoio americano a Israel após os ataques terroristas de 7 de outubro, que ele conceituou como "puramente terríveis" – a investida do Hamas deixou mais de mil mortos em território israelense, no pior atentado da história do país. 

Mas ele insistiu que "também é uma prioridade [...] lidar urgentemente com a crise humanitária em Gaza. Sob minha orientação, nossas equipes estão trabalhando na região, comunicando-se diretamente com os governos de Israel, Egito, Jordânia e outras nações árabes, além das Nações Unidas, para obter apoio".

Egito e a Arábia Saudita se opuseram à ordem emitida por Israel para que a população civil deixe a parte norte da Faixa de Gaza antes de uma possível ofensiva terrestre.

Riad disse que rejeita o "reassentamento forçado" de mais de um milhão de pessoas e pediu o fim da escalada militar que atinge civis.

Cairo também criticou a ordem de evacuação, chamando-a de "uma grave violação das regras do direito humanitário internacional".

Agência da ONU classifica como "impossível" evacuação do norte de Gaza

Palästinenser Flucht Gaza
Foto: Mahmud Hams/AFP/Getty Images

A diretora de comunicação da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), Juliette Touma, disse que os pedidos de Israel para evacuar o norte da Faixa de Gaza são "impossíveis" de ser implementados.

"Como você pode remover 1 milhão de pessoas em 24 horas? Não é possível fazer isso de jeito nenhum", afirmou, em entrevista à DW.

Touma lembrou que, antes da eclosão do atual conflito entre Israel e Hamas, 1,2 milhão de pessoas em Gaza já dependiam da UNRWA para receber comida – a população total do enclave palestino é de 2,2 milhões de habitantes.

"Os níveis de pobreza estavam em 80%", destacou.

Pelo menos 270 mil pessoas têm buscado refúgio nas escolas mantidas pela UNRWA, algumas das quais, segundo Touma, foram alvos de ataques "diretos" desde o fim de semana.

Touma disse ainda que a UNRWA está pedindo "acesso humanitário" para as organizações de ajuda: "Não temos conseguido enviar suprimentos, que estão diminuindo rapidamente."

Netanyahu sobre ataques a Gaza: "É apenas o começo"

Israel Antony Blinken und Benjamin Netanjahu
Foto: Jacquelyn Martin/Pool via REUTERS

Em um discurso na televisão, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu destruir o grupo radical islâmico Hamas, autor dos mais graves atentados terroristas da história de Israel.

"Este é apenas o começo", disse, referindo-se aos bombardeios de forças israelenses na Faixa de Gaza após o ataque perpetrado pelo Hamas no dia 7 de outubro.

"Terminaremos essa guerra mais fortes do que nunca. Destruiremos o Hamas e venceremos, mas isso levará tempo", acrescentou.

O chefe de governo de Israel afirmou que o país conta com amplo apoio internacional para a operação em Gaza, de onde partiram os ataques em solo israelense. O Hamas é considerado uma organização terrorista por países como Israel, Estados Unidos, Japão e todos os países-membros da União Europeia (UE).

Chefe da ONU faz apelo à comunidade internacional

UN Generalversammlung September 2023
Foto: Mary Altaffer/AP/picture alliance

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou nesta sexta-feira (13/10) para que os direitos humanos básicos sejam respeitados. À medida que o conflito entre Israel e Hamas se intensifica, Guterres reforçou que "até mesmo as guerras têm regras" e alertou contra o uso de reféns como escudos humanos.

"A situação em Gaza atingiu um novo e perigoso nível", disse, antes de uma reunião do Conselho de Segurança sobre a crescente tensão no Oriente Médio.

"Precisamos de acesso humanitário imediato em toda a Faixa de Gaza para que possamos levar combustível, alimentos e água a todos os necessitados", afirmou, acrescentando que o sistema de saúde no enclave está à beira do colapso.

O chefe da ONU também se manifestou contrariamente ao pedido de evacuação total da região norte de Gaza feito por Israel. Ele classificou a medida como "extremamente perigosa e, em muitos casos, simplesmente impossível". E instou a libertação de todos os reféns levados por militares do Hamas para Gaza.

Além disso, Guterres se pronunciou contra o antissemitismo, o fanatismo antimuçulmano e o ódio verbal de todos os tipos alimentados pelo conflito: "Este é o momento de a comunidade internacional trabalhar em conjunto para apoiar a proteção dos civis e encontrar uma solução duradoura para esse ciclo interminável de morte e destruição."

Jornalista morre e outros ficam feridos na fronteira de Israel com o Líbano

Symbolfoto der Nachrichten und Bildagentur Thomson Reuters
Foto: Jens Krick/Flashpic/picture alliance

Um jornalista da agência de notícias Reuters morreu e outros seis ficaram feridos devido a bombardeios ocorridos na fronteira do Líbano com Israel.

"Estamos profundamente abalados por saber que nosso cinegrafista, Issam Abdallah, foi morto", declarou um porta-voz da Reuters, que acrescentou que outros dois jornalistas da agência, Thaer Al-Sudani e Maher Nazeh, sofreram ferimentos.

De acordo com a agência de notícias alemã dpa, dois jornalistas da rede Al Jazeera, com sede no Qatar, e outros dois da agência francesa AFP também se feriram no ataque.

Pouco depois do bombardeio, a organização militante islâmica Hisbolá divulgou um comunicado no qual afirma que "a Resistência Islâmica, em resposta aos ataques israelenses próximos a várias cidades do sul do Líbano, teve como alvo as localidades de Al-Abad, Misqvam e Ramieh, com armas diretas e apropriadas, atingindo alvos com precisão".

O Hisbolá está profundamente emaranhado na política e na vida pública libanesa, dividido em um braço político e um militar, sendo o último enquadrado como grupo terrorista pela União Europeia, França, Kosovo e outros governos. O Hisbolá como um todo foi designado organização terrorista por Estados Unidos, Alemanha, Israel e vários outros governos.

Fonte dw.com/pt-br



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