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Mundo
15/10/2023 02:00:00

Ucrânia, Gaza, Taiwan e mais sete focos de tensão que fazem a humanidade prender a respiração

Guerras no Leste Europeu e no Oriente Médio, instabilidade na África e a possível invasão chinesa geram o risco de um conflito global


Ucrânia, Gaza, Taiwan e mais sete focos de tensão que fazem a humanidade prender a respiração
Israel x Hamas

Um ataque em grande escala realizado pelo Hamas, grupo radical que controla a Faixa de Gaza, pegou Israel de surpresa no dia 7 de outubro deste ano, levando o governo israelense a declarar guerra e a impor um bloqueio total que isolou ainda mais a Faixa de Gaza.

Mais de duas mil pessoas foram mortas na primeira semana de conflito. O major Nir Dinar, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), classificou a agressão palestina como o “nosso 11 de Setembro”, referindo-se ao ataque terrorista da Al-Qaeda que também pegou os Estados Unidos de guarda baixa em 2001.

Como na Ucrânia, os civis têm sido duramente atingidos no conflito do Oriente Médio. “Em Gaza, os danos causados ??à água, ao saneamento e às instalações de higiene prejudicaram os serviços a mais de 400 mil pessoas”, disse a ONU em 9 de outubro, apenas dois dias depois do início das hostilidades.

De acordo com a rede BBC, a ajuda humanitária ao enclave foi cortada desde o dia do ataque, sendo que 80% das cerca de 2,3 milhões de pessoas que ali vivem dependem do suporte externo para sobreviver.

Jens Laerke, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), disse durante entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, que “o deslocamento aumentou dramaticamente em toda a Faixa de Gaza, atingindo mais de 187,5 mil pessoas desde sábado (7). A maioria está abrigada em escolas.”

A agressão do Hamas, que fez uma maioria de vítimas civis ao invadir áreas ocupadas por israelenses, foi condenada globalmente, com o bloco ocidental tomando o lado de Israel. A China manteve posição de pretensa neutralidade, enquanto a Rússia pende para o lado palestino. A expectativa mundial fica por conta dos possíveis envolvimentos de Irã e Líbano, o que ampliaria dramaticamente a escala do conflito.

Soldados das Forças de Defesa de Israel (Foto: idfonline/Flickr)
China x Taiwan

Taiwan se considera um país independente e luta para ter essa condição reconhecida globalmente, enquanto a China entende que se trata de um de seus territórios. As pretensões taiwanesas mantêm no ar a possibilidade de uma invasão ou, na melhor das hipóteses, de um bloqueio comercial marítimo que poderia arruinar a economia global.

Embora oficialmente reconheçam o princípio “Uma Só China”, segundo o qual Taiwan é território chinês, os Estados Unidos são um parceiro crucial da ilha. A crise ganhou contornos mais dramáticos após a visita ao território taiwanês de de Nancy Pelosi, então presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, em agosto de 2022.

Foi a primeira pessoa ocupante do cargo a viajar para Taiwan em 25 anos, atitude que mexeu com os brios de Beijing. Em resposta, o exército da China realizou um de seus maiores exercícios militares no entorno da ilha, com tiros reais e testes de mísseis em seis áreas diferentes.

A partir dali, aumentou consideravelmente a expectativa global por uma agressão. Para o secretário de Defesa dos EUA Lloyd Austin, o ataque “não é iminente“. Entretanto, o secretário de Estado Antony Blinken afirmou em outubro de 2022 “que Beijing está determinada a buscar a reunificação em um cronograma muito mais rápido” que o imaginado.

As declarações do chefe da diplomacia norte-americana vão ao encontro do que disse o presidente chinês Xi Jinping no 20º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC). “Continuaremos a lutar pela reunificação pacífica”, disse ele em outubro de 2022. “Mas nunca prometeremos renunciar ao uso da força. E nos reservamos a opção de tomar todas as medidas necessárias.”

É impossível projetar com precisão qual seria a reação norte-americana a uma invasão, mas o presidente Joe Biden deu um sinal de como seu país agiria. Em setembro de 2022, em entrevista à rede CBS, ele afirmou que “sim”, as forças armadas dos EUA partiriam em defesa de Taiwan em caso de uma agressão por parte da China.

Um confronto direto entre as duas maiores potências econômicas e militares do mundo envolveria diretamente a Rússia, dona do maior arsenal nuclear do planeta, e possivelmente teria proporções que a humanidade jamais experimentou.

Militar chinês usa metralhadora pesada em treinamento (Foto: eng.chinamil.com.cn)
China x Índia

Paralelamente à questão de Taiwan, a China precisa lidar com a tensão em sua fronteira com a Índia. Trata-se de uma disputa territorial pelo estado indiano de Arunachal Pradesh, que Beijing reivindica quase na totalidade como parte de seu território.

disputa de fronteira começou em 1962, em meio à guerra entre os dois países, mas no final dos anos 1980 o então primeiro-ministro indiano Rajiv Gandhi buscou reestabelecer os laços com Beijing.

As tensões voltaram a aumentar após medidas adotadas pelas autoridades indianas, como o apoio às demandas por autonomia do Tibete, a crescente cooperação de defesa com EUA, Japão e Austrália e as restrições aos investimentos chineses na Índia.

A relação atingiu seu pior momento em  abril de 2020, quando soldados rivais se envolveram em combates em vários pontos da área montanhosa que separa as nações. O problema começou com uma troca de acusações sobre desrespeito à Linha de Controle Real, fronteira efetiva entre os dois países.

A paz foi definitivamente quebrada em 15 de junho de 2020, com um confronto em Ladakh. Na ocasião, 20 soldados indianos e quatro chineses morreram em combates corporais entre as tropas das duas nações. O confronto envolveu basicamente paus e pedras, sem nenhum tiro ter sido disparado.

Embora um conflito entre as duas potências militares não seja iminente, é difícil imaginar que um eventual novo confronto na região de fronteira se resumiria aos 24 militares mortos há cerca de três anos.

Tanque das forças indianas na região de Ladakh, alvo de disputa entre Índia e China (Foto: WikiCommons)
Nagorno-Karabakh

No dia 19 de setembro de 2023, o Azerbaijão realizou uma ofensiva na região de Nagorno-Karabakh que durou cerca de 24 horas. A ação incluiu mísseis, artilharia e drones turcos Bayraktar para bombardear o enclave, ocupado por uma maioria de cristãos armênios que desde os anos 1990 reivindicam sua autonomia.

A declaração de independência, há cerca de 30 anos, foi refutada pelo Azerbaijão, país majoritariamente muçulmano, desencadeando uma guerra que foi de 1992 a 1994. O conflito causou 30 mil mortes e desalojou centenas de milhares de pessoas, com a reivindicação dos armênios não sendo reconhecida por nenhum país.

Desde 1994, o enclave vinha sendo controlado por forças que o Azerbaijão alegava incluir tropas da Armênia, que sempre negou ter militares ali. Após um cessar-fogo estabelecido com a ajuda de Rússia, EUA e França, um conflito armado entre os dois países eclodiu em 2020 e durou 44 dias, com mais 6,5 mil mortos, aproximadamente.

Um novo acordo de paz foi firmado, este mediado por Moscou, no início de 2021. Mas ele sempre foi visto com desconfiança pela população armênia, e o ataque do Azerbaijão em setembro gerou o temor de que uma guerra se iniciasse. A ofensiva, porém, foi rápida e eficiente, aparentemente solucionando o impasse de décadas, com os armênios deixando o enclave sob a promessa de Yerevan de que serão acolhidos.

As rusgas, entretanto, permanecem. Os armênios não receberam bem a decisão do governo de recuar, e protestos tomaram as ruas da capital pedindo a renúncia do primeiro-ministro Nikol Pashinian por não ter dado uma resposta militar à altura. Paralelamente, o Azerbaijão passou a deter líderes armênios em Nagorno-Karabakh, e a alta tensão entre os dois vizinhos segue altíssima.

No meio desse paiol surgem a Rússia, pretensa mediadora que não conta com a simpatia dos armênios, e a Turquia aliada do governo azeri e que tem na Armênia um inimigo histórico. Sem falar em Israel, crucial para o sucesso da ofensiva de setembro como fornecedor de armas do Azerbaijão.

Tropas do exército de Defesa de Nagorno-Karabakh, outubro de 2017 (Foto: David Stanley/Flickr)
Sérvia x Kosovo

Sérvia e Kosovo  mantêm péssimas relações desde a guerra travada em 1998 que separou o território do país báltico. Após sua declaração unilateral de independência em relação a Belgrado, em 2008, o Kosovo hoje tem o reconhecimento dos EUA e da União Europeia (UE), enquanto a Rússia, entre outros, ainda reconhece o território como sendo sérvio.

A tensão na fronteira aumentou no final de setembro, quando o governo kosovar acusou Belgrado de acumular tropas perto da linha divisória em preparação para uma invasão em grande escala, nos moldes do que fez a Rússia com a Ucrânia.

Então, o primeiro-ministro kosovar Albin Kurti disse que os sérvios estavam em busca de uma justificativa para atacar. Dispostos a obter tal argumento, teriam enviado cerca de 30 homens fortemente armados ao norte do Kosovo em uma missão de desestabilização no dia 24 de setembro. Eles invadiram a aldeia de Banjska e entraram em confronto com policiais. Um oficial kosovar e três invasores foram mortos durante uma troca de tiros em um mosteiro ortodoxo sérvio.

De acordo com Kurti, o objetivo da Sérvia era iniciar a guerra naquele mesmo dia, exatamente como começou a Guerra da Bósnia há três décadas. “Em 1º de março de 1992, durante um casamento, um padre ortodoxo sérvio foi ferido. Tomamos muito cuidado para que algo semelhante não acontecesse. Mas penso que queriam repetir os cenários do início da guerra”, disse ele.

A situação chamou a atenção de Washington, que passou a monitorar a intensa movimentação militar na divisa entre os dois territórios. Pressionado pelo secretário de Estado norte-americano Antony Blinken, que o instou a “reduzir imediatamente a escalada e retornar ao diálogo”, o presidente sérvio Aleksandar Vucic negou que suas forças armadas estivessem em alerta máximo e prontas para uma invasão.

Por sua vez, o chefe do exército sérvio, general Milan Mojsilovi?, disse que houve uma redução de tropas na fronteira, não um aumento, conforme noticiou a emissora alemã Deutschlandfunk. O militar alegou que em certo momento houve 8,3 mil soldados perto da linha divisória com o Kosovo, onde atualmente estariam 4,5 mil combatentes.

Embora a tensão tenha sido consideravelmente reduzida após a intervenção norte-americana, qualquer fagulha nos Bálcãs é historicamente preocupante, dadas as delicadas questões étnicas envolvidas. Não por acaso, foi ali que teve início a Primeira Guerra Mundial, e o último grande conflito europeu antes da guerra da Ucrânia igualmente ocorreu na região.

Soldados do exército da Sérvia (Foto: nara.getarchive.net)
Níger x CEDEAO

golpe de Estado no Níger, em 16 de julho, gerou desdobramentos sentidos muito além das fronteiras do país. Desde o início, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) rejeitou a tomada de poder e passou a ameaçar uma intervenção armada

O bloco africano argumenta que, se o golpe for bem-sucedido, outros poderiam ocorrer na África, levando a uma sucessão que de certa forma já está em curso e se alastraria ainda mais. Prova de que a preocupação é procedente é o fato de o Gabão ter sofrido um golpe militar no final de setembro, com Gâmbia seguindo pelo mesmo caminho nos últimos dias.

Entretanto, Mali e Burkina Faso, que também passaram por golpes recentes e são governados por juntas militares, manifestaram apoio aos golpistas do Níger. Em comunicado conjunto transmitido por emissoras estatais, malineses e burquinense alertaram que qualquer intervenção em território nigerino seria considerada “uma declaração de guerra” também contra esses dois países.

No final de agosto, o Níger agiu de forma a viabilizar a aliança, autorizando-os formalmente a enviarem suas tropas em apoio ao exército nigerino caso necessário. Assim, embora CEDEAO e Niamei digam que uma solução pacífica é a prioridade, a ação militar é uma alternativa real.

A tensão atinge níveis globais porque um choque entre a CEDEAO e os governos militares africanos imediatamente arrastaria para o confronto a Rússia, que através do Wagner Group firmou parceiras com Mali e Burkina Faso no setor de segurança.

Capitão Ibrahim Traoré, chefe da junta militar que governa Burkina Faso (Foto: twitter.com/capit_ibrahim)
Síria

A guerra civil na Síria, que já dura mais de 12 anos, opõe Rússia e Irã, aliados do presidente Bashar Al-Assad, à Turquia, que apoia os rebeldes do Exército Livre da Síria (ELS) na luta contra o governo. A guerra varreu a nação e deslocou mais da metade da população, que era de 23 milhões de pessoas.

Desde 2011, a oposição e líderes ocidentais exigem a queda de Assad, a quem acusam de crimes contra a humanidade. Apoiadores do líder, por outro lado, criticam o que consideram uma interferência de Washington com o intuito de derrubar o presidente.

Após sofrer duras perdas no início do conflito, Assad conseguiu reconquistar território graças à ajuda de seus aliados. A última região com forte presença da oposição armada inclui áreas da província de Idlib e partes das províncias vizinhas de Aleppo, Hama e Latakia.

Em 2020 foi estabelecida uma trégua intermediada por Rússia e Turquia. Ela inclui os rebeldes e as forças do governo, enquanto grupos extremistas como o Estado Islâmico (EI) não fazem parte do pacto.

Apesar da trégua, ataques esporádicos continuam a ocorrer, inclusive com operações militares aéreas lideradas por Moscou e Ancara. Nesse período, o governo turco conseguiu consolidar sua influência no norte da Síria, o que ajudou a evitar uma nova etapa de combates.

Entretanto, o conflito pode se reaquecer a qualquer momento. Isso porque a Síria foi inserida na guerra entre Israel x Hamas, que também respinga em Líbano e Irã. Seria mais um foco de tensão no sempre incandescente Oriente Médio, onde as superpotências têm seus interesses e alianças.

Coreia do Norte x Coreia do Sul

A tensão na Península da Coreia aumentou bastante neste ano. Isso ficou evidente em fevereiro, quando a Coreia do Sul chamou a Coreia do Norte de “inimiga” pela primeira vez em seis anos, em seu mais recente “livro branco” de defesa.

O documento das forças armadas de Seul detalha o crescente arsenal de armas nucleares e mísseis do país vizinho, observa que a nação liderada por Kim Jong-un continua com o desenvolvimento contínuo do combustível usado em seu reator atômico e possui cerca de 70 quilos de plutônio para armas, acima dos 50 quilos estimados no relatório anterior.

Justificando a apreensão sul-coreana, os norte-coreanos realizaram no final de agosto um exercício inédito de ocupação completa do país vizinho, como parte de um treinamento militar que incluiu um “exercício de ataque nuclear tático.”

Em relatório, o Norte descreveu que a missão de ataque nuclear teve sucesso, detonando as armas com precisão, “a uma altura predefinida de 400 metros sobre a ilha alvo.” O exercício simulou “devastadores ataques aos principais centros de comando e bases de aviação em operação” dos “gângsteres militares” sul-coreanos, nas palavras da KCNA.

Para tornar a situação ainda mais delicada, Pyongyang fez uma importante mudança em sua legislação, e a partir de então pode usar legalmente o recurso militar extremo não apenas como mecanismo de dissuasão, mas também de ataques preventivos, a fim de melhorar sua capacidade de retaliação em um eventual confronto.

Os governos ainda trocaram acusações, com o presidente sul-coreano Yoon Seok-yeol advertindo que o eventual uso de armas nucleares decretaria o fim do regime de Kim Jong-un. O país comunista reagiu com ofensas, admitindo que a ameaça é maior que nunca. Mas culpou de Seul e sua aliança com os EUA, em razão da qual chamou Yoon de “político inexperiente”, “idiota diplomático” e “incompetente”.

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte (Foto: Divulgação/kcnawatch.org)
Polônia x Belarus

A tensão na fronteira entre Polônia e Belarus explodiu em 2021, quando Minsk passou a enviar migrantes rumo ao país vizinho como forma de pressionar a União Europeia (UE), que à época vinha impondo uma série de sanções à economia belarussa. Eram sobretudo cidadãos de países como IraqueSíriaIrãIêmenAfeganistão e Cuba em busca de asilo no bloco europeu.

Mais recentemente, as forças armadas polonesas entraram em alerta novamente porque o país vizinho recebeu combatentes do Wagner Group após o motim frustrado que eles protagonizaram na Rússia em junho. Estimativa divulgada pelo grupo belarusso de monitoramento Belaruski Hajun, no final de junho, indicava haver na ocasião entre 3.450 e 3.650 mercenários no território belarusso.

Também no final daquele mês, o presidente belarusso Alexander Lukashenko chegou a fazer uma ameaça velada à Polônia. Em reunião com o homólogo russo Vladimir Putin, em São Petesburgo, o ditador de Belarus disse que os combatentes do Wagner pediram para “fazer uma excursão a Varsóvia, a Rzeszow”, citando cidades polonesas.

Mais tarde, entretanto, Lukashenko afirmou que a declaração dada no encontro com Putin, sobre a “excursão” à Polônia, foi apenas brincadeira, uma forma de ele manifestar apoio aos mercenários devido às baixas do Wagner na guerra da Ucrânia.

O ditador disse que a Polônia é um dos principais fornecedores de armas para as tropas ucranianas e argumentou que fez um favor a Varsóvia e à Otan ao manter o Wagner sob controle em Belarus.

“Portanto, deixe os outros rezarem para que os mantenhamos aqui e cuidemos deles, mais ou menos. Caso contrário, eles se infiltrariam por lá e dariam um golpe tão grande em Rzeszow e Varsóvia que não pediriam mais. Então, ao invés de reclamar, é melhor eles me agradecerem”, disse Lukashenko, de acordo com o site independente Meduza.

Um novo episódio foi escrito em agosto, quando Varsóvia acusou dois helicópteros das forças armadas belarussas de violarem o espaço aéreo polonês durante manobras militares. Devido ao incidente, o governo polonês anunciou o envio de “forças e recursos adicionais, incluindo helicópteros de combate”, à região de fronteira, de acordo com a agência Reuters

Se Belarus é o cão de guarda da Rússia, a Polônia tem como garantia o fato de integrar a Otan, cujos países-membros “concordam que um ataque armado contra um ou mais deles na Europa ou na América do Norte deve ser considerado um ataque contra todos eles”, segundo o artigo 5º de seu estatuto. Isso tornaria um eventual conflito entre os vizinhos uma grande guerra entre superpotências.

Posto na fronteira de Belarus com a Polônia (Foto: WikiCommons)

Fonte A Refeerência



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