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Guerra
12/10/2023 00:00:00

Relatório exalta a contraofensiva e diz que mísseis de longo alcance ocidentais poderiam impor a Moscou uma derrota decisiva

Relatório exalta a contraofensiva e diz que mísseis de longo alcance ocidentais poderiam impor a Moscou uma derrota decisiva


Relatório exalta a contraofensiva e diz que mísseis de longo alcance ocidentais poderiam impor a Moscou uma derrota decisiva

A contraofensiva realizada atualmente pela Ucrânia, que desde junho intensificou os ataques à infraestrutura militar, a quartéis-generais e rotas logísticas da Rússia na Crimeia, conseguiu enfraquecer consideravelmente a frota do Mar Negro e a defesa aérea russa, e Kiev criou condições ideias para impor uma derrota que pode ser decisiva na guerra. A análise consta de um relatório divulgado no final de semana pelo think tank Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, da sigla em inglês).

De acordo com a entidade, os ataques degradam o papel da frota do Mar Negro “como quartel-general de armas combinadas” e “geram choques morais descomunais entre os comandantes russos e no espaço de informação russo.” Surge assim a oportunidade perfeita para um golpe decisivo, que dependeria do fornecimento de mísseis de longo alcance pelo Ocidente, com os quais Kiev amplificaria a “campanha contínua, essencial e oportuna para enfraquecer a capacidade da Rússia de defender o sul da Ucrânia.”

O documento destaca, particularmente, o sucesso do grande bombardeio realizado em 13 de setembro contra uma base usada pela marinha da Rússia em Sebastopol, na Crimeia. Kiev alega ter atingido ao menos um navio de desembarque e um submarino, informação confirmada pelo ISW, o que representa duras perdas para a frota do Mar Negro russa.

Segundo o think tank, a atual estratégia ucraniana é a de “degradar a capacidade da Rússia de usar a Crimeia como principal área de preparação e retaguarda para as operações russas no sul da Ucrânia”, comprometendo assim o fornecimento de pessoal e material para operações defensivas. A região separatista, anexada por Moscou em 2014, foi usada como trampolim para a invasão em grande escala, em fevereiro de 2022, e atualmente é uma área de preparação crucial para os russos.

Como resultado, Moscou determinou que algumas de suas embarcações militares fossem retiradas de Sebastopol, embora muitas permaneçam na base. Na semana passada, o líder da região separatista da Abecásia, na Geórgia, disse que firmou um acordo com o presidente russo  Vladimir Putin para receber parte da frota.

O relatório diz que a decisão de reduzir a presença na Crimeia prejudica a capacidade de Moscou de patrulhar o corredor de grãos do Mar Negro, cujo bloqueio era uma importante estratégia para evitar a venda de cereais que ajudam a sustentar a economia ucraniana. Como resultado, “pelo menos seis navios comerciais viajaram com sucesso para a Ucrânia através do corredor não oficial desde julho de 2023”, mesmo com a promessa russa de bloquear o trânsito.

“O Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD) informou em 26 de setembro que os ataques ucranianos diminuíram a capacidade da BSF (Frota do Mar Negro, da sigla em inglês) de conduzir amplas patrulhas de segurança, realizar manutenção de rotina e impor bloqueios de portos ucranianos, apesar de continuar a executar as suas capacidades principais”, diz o relatório.

A contraofensiva também obteve sucesso ao degradar as defesas aéreas do inimigo, o que tende a viabilizar futuros ataques contra ativos russos importantes. Diante desse cenário, o ISW diz que é necessário ao Ocidente ampliar o apoio militar a Kiev, criando assim meios para ações ainda mais duras e decisivas.

“Uma campanha de ataque ucraniana sustentada e alargada contra alvos militares russos na Crimeia provavelmente degradaria os esforços russos de defesa contra as operações de contraofensiva ucranianas no sul da Ucrânia”, diz a entidade, que relata a importância do fornecimento de mísseis de longo alcance pelos aliados ucranianos.

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