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Alagoas
08/11/2017 13:04:24

Sindicatos definem últimos ajustes para greve geral em Alagoas


Sindicatos definem últimos ajustes para greve geral em Alagoas
Ilustração

Tribuna Hoje - A próxima sexta-feira (10) será marcada por mais uma “greve geral” dos servidores públicos no país. Em Alagoas, ao menos até a tarde desta terça-feira (7), os sindicatos ainda decidiam como deverão fazer suas mobilizações para as manifestações. Convocada para às 8h da manhã na Praça Sinimbu, os trabalhadores devem realizar caminhadas pelo Centro de Maceió.

Dos sindicatos ouvidos pela reportagem, apenas o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttro) já definiu sua participação no dia 10. “Os ônibus em Maceió não vão parar. Funcionam normalmente”, garante a assessoria de comunicação do sindicato.

O objetivo das manifestações é protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária, além de projetos de lei como a Medida Provisória 805/2017, que adia o reajuste salarial dos servidores públicos federais, aumenta a contribuição junto à previdência e reduz ajuda de custo e auxílio-moradia.

Numa página de evento criado no Facebook, os organizadores das manifestações de sexta-feira afirmam que, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT) “cada mês ficou mais claro que, agindo fora do ambiente democrático, as elites partiram para cima visando destruir direitos das classes trabalhadoras e impedir a mobilização popular. Acontece que agora o governo do ilegítimo de Michel Temer, está ainda mais fragilizado. Para tentar ganhar força novamente, ele buscará votar a reforma da presidência, atendendo aos interesses do grande capital”.

Já o Sindicato dos Bancários e o dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), em contato com a reportagem, disseram que ainda reuniriam suas respectivas direções para definir o caráter de suas mobilizações.

“Ainda não sabemos se fecharemos agências, como na primeira ‘greve geral’. Isso só será definido na quinta-feira [9]. Mas iremos participar das atividades, sim”, adianta Jairo França, diretor do Sindicato dos Bancários.

Já Consuelo Correia, presidente do Sinteal, adiantou que há a orientação para que as escolas públicas na capital alagoana não funcionem na sexta-feira. Contudo, ela não sabe precisar o grau de adesão à recomendação. A diretoria do sindicato se reuniu no final da tarde de ontem.

Para sindicalista, movimento deve ser abaixo das expectativas

Para Consuelo Correia, a mobilização de sexta-feira deve ser abaixo da expectativa. Segundo ela, há um comportamento de letargia, não só na base do Sinteal, mas entre os trabalhadores como um todo.

“Os atos têm encolhido de tamanho, mesmo após a aprovação da reforma trabalhista, que já passa a valer no próximo sábado [11], e com esse governo aprovando tudo para atacar a classe trabalhadora na calada da noite. As pessoas, parece, estão anestesiadas”, comenta a presidente do Sinteal.

Consuelo destaca que caravanas no interior devem vir à capital na próxima sexta-feira. Entretanto, ela ainda não soube dizer quantas serão organizadas.

A reportagem da Tribuna Independente tentou contatar Rilda Alves, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Alagoas, mas ela não atendeu aos telefonemas, assim como outros diretores da Central.

SEM TERRA

Nas outras duas datas de “greve geral”, os movimentos de trabalhadores rurais sem terra organizaram manifestações em cidades do interior de Alagoas, com, inclusive, fechamento de vias nas entradas de alguns municípios.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para saber se já definição de como os movimentos agrários vão se portar na sexta-feira, mas até o fechamento dessa edição não houve resposta.



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