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“Transmissão Vertical de HIV ocorre no parto em 60% dos casos”, alerta pediatra em encontro das maternidades de Maceió


“Transmissão Vertical de HIV ocorre no parto em 60% dos casos”, alerta pediatra em encontro das maternidades de Maceió

O Programa Municipal de Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids e Hepatites Virais de Maceió reuniu, na manhã desta sexta-feira (20), profissionais das maternidades públicas e privadas da capital para atualizá-los sobre o protocolo de prevenção da Transmissão Vertical do HIV. No encontro, especialistas alertaram sobre os índices de transmissão que podem ser evitados através de cuidados durante a gestação.

A reunião aconteceu por meio da plataforma Meet e foi alusivo ao Dia Mundial das Crianças Afetadas e Infectadas pelo HIV/Aids, que é celebrado no dia 7 de maio.

Durante a capacitação foram apresentadas as formas como acontece a infecção vertical, o manejo no pré-natal – testagem durante a gravidez, aconselhamento, testagem no dia do parto -, manejo da parturiente, fatores que levam os recém nascidos à exposição ao HIV com baixo e alto risco, manejo da criança exposta ao HIV e apresentação de casos clínicos.

A médica pediatra do Bloco I do PAM Salgadinho, Auriene Oliveira, foi a facilitadora do encontro. “A transmissão vertical corresponde a 99,5% dos casos de Aids em menores de 13 anos e a 100% em menores de 5 anos. Ela pode ocorrer na gestação, sendo 30% dos casos, durante o parto, que acontece com 60% deles e, em alguns casos, por meio da amamentação, sendo 14 a 30% das situações”, explicou a pediatra.

Os índices são altos, por isso esse momento é um espaço de troca e conhecimento entre nós, profissionais, para buscarmos as estratégias necessárias para evitar a transmissão vertical”, completou.

Para a enfermeira do Bloco I do PAM Salgadinho, Géssyca Melo, os profissionais de saúde possuem grande relevância na prevenção da transmissão do HIV em crianças.

“É necessário unir esforços para evitar que as crianças sejam infectadas pelo HIV, uma vez que essa questão pode ser evitada através do pré-natal de qualidade, adesão ao tratamento pela mãe/gestante, profilaxia no parto e nascimento, interrupção da amamentação e acompanhamento do bebê. O envolvimento dos profissionais em todos esses processos têm um grande impacto no desfecho dos casos”, afirmou.

Ao final da palestra, os participantes do encontro tiraram dúvidas sobre o tema e compartilharam experiências profissionais.

Sobre a transmissão 

A transmissão vertical do HIV ocorre da mãe para o feto ainda no período de gestação, durante o parto ou na amamentação do bebê. Nestas fases, o contato com fluidos contaminados, tanto no líquido amniótico quanto no leite materno, pode levar a criança a desenvolver a doença antes mesmo dos primeiros anos de vida.

A testagem para IST durante a gestação é importante, pois possibilita o diagnóstico precoce, permitindo agir em tempo adequado para o controle da infecção materna, bem como para a prevenção da transmissão vertical. Para as mães positivas, é recomendado terapia antirretroviral combinada pré-parto (CART), zidovudina intravenosa intraparto, seis semanas de zidovudina oral pós-natal para a criança e fórmula exclusiva de alimentação do bebê.

*com Ascom SMS

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