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Acidente
21/11/2021 11:00:00

Instituto de combate a doenças raras deve fechar as portas em Maceió por falta de apoio

Instituto Dr Hemerson Casado foi fundado em 2014 após o médico ser diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica


Instituto de combate a doenças raras deve fechar as portas em Maceió por falta de apoio

O médico Hemerson Casado, fundador do Instituto Doutor Hemerson Casado, que luta pelos direitos de pessoas com doenças raras, anunciou por meio de comunicado que fechará as portas da entidade em definitivo no último dia do ano, não retornando às atividades em 2022. O motivo é a falta de apoio e resultados.

De acordo com o informativo, o médico cansou de “lutar por uma causa que não dá resultados, capital social e político, nem comove o coração da maioria das pessoas”. Segundo ele, são sete anos de trabalho árduo, mas com o apoio de poucos amigos. Um dos objetivos era construir uma clínica especializada em pesquisas e tratamentos para doenças raras.

A entidade funciona na Avenida Comendador Leão, Empresarial Antozano Vicente, sala 04, no bairro do Poço, em Maceió.

O cardiologista Hemerson Casado sofre com uma doença degenerativa rara do sistema nervoso, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), diagnóstico que recebeu em 2012. Desde então, com ajuda da tecnologia, vem mantendo a vontade de viver, trabalhar e encorajar os que também sofrem com doenças raras.

A página no Instagram do médico já conta com mais de 10 mil seguidores, que o admiram e ressaltam sua disposição pela vida. Ele também gostaria de participar do programa Domingão com Luciano Huck.

Em postagem na rede social, porém, Hemerson afirma que “o deficiente físico não dá ibope. Eu não vou ser chamado para o programa do Luciano Huck, porque eu não dou audiência, porque eu sou uma aberração. Não vou conseguir construir a clínica do instituto de combate às doenças raras.”

Por outro lado, o ativista agradeceu “os fiéis apoiadores por toda ajuda ao longo desses anos e a população por acreditar e apoiar o instituto. Que Deus abençoe o Brasil”.

Folha de Alagoas