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Saúde
20/11/2021 10:00:00

Entenda novas orientações para o uso de aspirina nos EUA

Especialistas norte-americanos afirmam que remédio não traz benefício para pessoas sem histórico de doença cardíaca


Entenda novas orientações para o uso de aspirina nos EUA

Idosos sem doença cardíaca não deveriam tomar aspirina todos os dias para prevenir um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), segundo nova recomendação de um grupo de especialistas norte-americanos.

Ainda que ingerido em baixas doses, os riscos de o ácido acetilsalicílico causar sangramento no trato digestivo de pessoas a partir dos 60 anos com esse perfil são maiores que os possíveis benefícios.

Além de diminuir dores, febres e inflamações, a aspirina também age contra a formação de coágulos e trombos, que prejudicam a circulação sanguínea. Por essa razão, é usada na prevenção de eventos trombóticos, como o AVC.

A mudança, divulgada pela força-tarefa de saúde preventiva dos Estados Unidos no início de outubro, substituirá as recomendações de 2016, que indicavam o remédio como uma primeira medida de prevenção para doenças cardiovasculares. Esse uso, porém, não deve ser excluído de todos os grupos.

Pessoas mais jovens, entre 40 e 59 anos, e com risco 10% ou maior de doenças do coração e dos vasos sanguíneos na próxima década podem ter benefícios, ainda que limitados, segundo os pesquisadores. A decisão, nestes casos, deve leva em consideração os dados de saúde do paciente, como a pressão arterial, colesterol, obesidade, se há aumento no risco de sangramento e se as pessoas estão dispostas a tomar a medicação diariamente.

A medicação também é benéfica e pode ser indicada para pacientes com doenças cardiovasculares, com histórico de infarto, exceto quando há contraindicação. Apesar da divulgação, as diretrizes ainda não são definitivas. A força-tarefa aguardará comentários do público para a redação da versão final das orientações.

Histórico de doença muda decisão

Se o paciente já passou por um infarto ou AVC, o uso do remédio pode ser benéfico no controle de novos casos (chamada também de medida de prevenção secundária), de acordo com o grupo.

Metrópoles