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Especial
19/09/2021 00:00:00

“Chance de tsunami no Nordeste é real, mas muito pouco provável”, dizem geólogos


“Chance de tsunami no Nordeste é real, mas muito pouco provável”, dizem geólogos

A Sociedade Brasileira de Geologia (SBG) publicou uma nota técnica nesta sexta-feira sobre o risco de um tsunami atingir a costa brasileira em caso de erupção do vulcão Cumbre Vieja, na Ilha de La Palma, Espanha. No documento, a instituição reforçou que o risco é real e estudado desde 1999, mas a possibilidade do fenômeno ocorrer é “muito pouco provável”.

Estando no nível dois de alerta, o vulcão apresentou 4.222 temores nos últimos dias e está na ilha espanhola que fica próxima ao continente africano. Se houver uma erupção explosiva, com desmoronamento de parte do vulcão, poderia causar um tsunami que precisaria viajar 5 mil quilômetros para chegar ao litoral brasileiro.

A nota explica que o alerta amarelo emitido pelo Plano Especial de Proteção Civil e Atenção às Emergências de Risco Vulcânico das Ilhas Canárias (Pevolca) indica um sinal de atenção, mas não necessariamente de perigo. Apesar da possibilidade de uma erupção iminente, isso não implica obrigatoriamente na ocorrência de um tsunami.

“O tsunami não ocorreria pela erupção em si, mas pelo deslocamento de parte da ilha para dentro do oceano, a partir de um grande deslizamento. Adicionalmente, vale ressaltar que teria que ser uma parcela significativa de material deslocado, a ponto de gerar um tsunami que atingisse a costa do nordeste brasileiro, algo pouco provável de acontecer nas condições atuais”, explica o documento.

A nota diz ainda que o primeiro trabalho científico que apresentou a possibilidade do deslizamento de grandes dimensões e a ocorrência posterior de um megatsunami é de 1999. Pesquisa mais recentes já revisaram a hipótese e mostram que não haveria uma catástrofe no litoral brasileiro.

“Desde então, outros artigos baseados em modelos matemáticos foram lançados, confrontando a hipótese inicial e concluindo que a quantidade de massa deslocada seria bem menor e, consequentemente, produzindo ondas também menores. Nesse caso, a influência dessas ondas na costa nordestina seria bem menor. Provocando, talvez, pequenas variações no nível das marés e ondas que não ocasionariam eventos catastróficos”, informa a nota.

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