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21/10/2009 00:00:00

Especiais


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com alagoas24hors // cláudia galvão

Após 21 dias de caminhada, chegou nesta quarta-feira, dia 21, a Maceió, a Marcha Estadual por Reforma Agrária e Soberania Popular organizada pelo Movimento Sem Terra. Os trabalhadores – cerca de 1500 segundo os coordenadores – são oriundos de 120 áreas do estado, entre assentamentos e acampamentos e saíram da cidade de Delmiro Gouveia, a 283 quilômetros de Maceió, no dia 1º de outubro.

Em Maceió, os trabalhadores pretendem se reunir com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e com o superintendente do Incra, Gilberto Coutinho, para apresentar a pauta de reivindicações. Entre as exigências dos trabalhadores está a aceleração no processo de reforma agrária no Estado, com a realização de desapropriações e vistorias em propriedades improdutivas e a reforma agrária continuada, onde são exigidos aspectos relacionados à infraestrutura dos acampamentos, como vias de acesso, eletricidade, escolas, postos de saúde, além de linhas de crédito para o fortalecimento da agricultura familiar.

Os trabalhadores rurais, que estavam acampados desde ontem no Clube dos Servidores do Poder Legislativo de Alagoas, em Marechal Deodoro, chegaram a Maceió pela AL 101 Sul. A marcha deixou o trânsito lento na região, o que irritou alguns motoristas.

Os sem-terra seguiram para a Praça dos Martírios, onde realizaram um ato público com a presença de centrais sindicais e a sociedade civil organizada e seguiram para a Praça Sinimbu, onde permanecerão acampados até que as reivindicações sejam atendidas.

A assessoria de comunicação do movimento informou que uma reunião com o governador Téo Vilela estava agendada para esta quinta-feira, 22, mas os trabalhadores teriam sido informados que seriam recebidos, na verdade, pelo vice-governador José Wanderley, o que provocou insatisfação entre os coordenadores.



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