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Especial
04/09/2021 08:00:00

Setembro Dourado: mês é de conscientização sobre o câncer infantojuvenil

Diagnóstico precoce do câncer na infância e adolescência aumenta possibilidade de cura em até 80% dos pacientes


Setembro Dourado: mês é de conscientização sobre o câncer infantojuvenil

O setembro Dourado é uma ação nacional, idealizada pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC), com o objetivo de conscientizar e informar sobre o  câncer infantojuvenil e também reforçar a importância do acompanhamento periódico de um médico pediatra e o diagnóstico precoce da doença.

As ações do Setembro Dourado tem como propósito diminuir a taxa de mortalidade de crianças e adolescentes no Brasil, ao ressaltar o papel fundamental do diagnóstico precoce da doença e o tratamento antecipado, que são fatores essenciais para o tratamento e cura da doença.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), atualmente o câncer infantojuvenil é a causa responsável pelo falecimento, por doença, de 8% das crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos. “O câncer na criança e no adolescente são diferentes do câncer do adulto”, explica Mara Albonei Dudeque Pianovski, doutora em saúde da criança e diretora do Hospital Erastinho.

Os tumores na criança e adolescente não são formados por fatores externos. Na fase infantojuvenil, as células sofrem uma mutação genética e se multiplicam de forma rápida, o que pode ocorrer em qualquer local do organismo.

Geralmente os tumores são constituídos de células indiferenciadas “isso significa que elas não adquiriram especializações esperadas para o exercício de funções para a qual a célula sadia estava programada. Por isso, são mais sensíveis à quimioterapia”, expõe a doutora.

Descoberta precoce 

Segundo estudos sobre o câncer infantojuvenil, diagnosticar a doença ainda no início, garante sucesso em torno de 80% dos pacientes. A descoberta rápida permite que as crianças e adolescentes sejam tratados adequadamente, ainda no início, aumentando as taxas de cura.

Devido aos avanços e progressos em pesquisas relacionados ao câncer na infância e adolescência, nas últimas décadas e novos protocolos de tratamentos disponíveis hoje em dia, a possibilidade de cura é muito maior quando a doença é descoberta logo no começo. “O diagnóstico precoce é o início da cura, porque o tratamento é mais leve e a criança encontra-se mais forte do que se der tempo para o câncer espalhar”, garante Pianovski. 

Por outro lado, conforme a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), a taxa de cura do câncer infantojuvenil no Brasil podia ser melhor e ainda deixa a desejar em função da descoberta tardia da doença. Conforme a médica diretora do Hospital Erastinho, quando se fala em diagnóstico precoce, está sendo dito sobre doença localizada (em tumores sólidos) ou com menor carga neoplásica e também no caso de leucemias. 

“Se o tumor tem oportunidade de se espalhar, sem tratamento, vai acumulando mutações que o tornam mais resistente, além de alterar o funcionamento normal do organismo. Dessa forma o tratamento precisa ser mais intensivo. A criança, com a imunidade já comprometida, por causa da gravidade da doença, tem menos condições de receber esse tratamento mais forte, por isso, se fala que o diagnóstico precoce é o início da cura”, informa.

Os tipos de câncer mais frequentes na infância são principalmente as leucemias, tumores como neuroblastoma e tumor de rim. Na adolescência os mais comuns são tumores ósseos, de células germinativas, na tireoide, linfomas e também leucemia. Já nos adultos, os mais frequentes são os de pele, mama, intestino e pulmão.

Não há possibilidade de fazer prevenção do câncer pediátrico, como no adulto, em que se orienta, por exemplo, não se expor ao sol em horários de pico de radiação ultravioleta e/ou não fumar. “Na criança e adolescente, o que se pode fazer é diagnóstico precoce” afirma a doutora. 

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