02/03/2021 01:00:11

Atualidade
26/01/2021 00:00:00

Presidente da Eletrobras renuncia ao cargo por 'motivos pessoais'


Presidente da Eletrobras renuncia ao cargo por 'motivos pessoais'

O presidente da Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S/A), Wilson Ferreira Junior, renunciou ao cargo informou a companhia na noite deste domingo (24). Segundo comunicado divulgado aos acionistas e ao mercado, a razão teria sido por “motivos pessoais”.

De acordo com a Eletrobras, durante a gestão de Ferreira, os lucros foram históricos. No comunicado da renuncia há um agradecimento ao ex-presidente "por sua reconhecida liderança na reestruturação organizacional e financeira do Sistema Eletrobras durante seu mandato de 4,5 anos".

Durante o mandato, houve redução de custos operacionais com privatizações de distribuidoras e programas de eficiência. Ele é apontado também como responsável por retomar obras atrasadas, simplificar a quantidade de participações acionárias, aprimorar o programa de compliance, padronizar estatutos sociais.

Além disso, Ferreira também é visto como principal nome na resolução de questões nos Estados Unidos decorrentes de reflexos da operação Lava Jato. Segundo a empresa, investidores participarão de uma teleconferência nesta segunda-feira (25), às 15h, com a presença de Ferreira.

De acordo com o comunicado, Ferreira ficará no cargo até o dia 5 de março, o que possibilitará a transição para o sucessor. O nome do próximo presidente ainda não foi anunciado.

Eletrobras e privatizações

A estatal é responsável pela operação de cerca de um terço da capacidade de geração e metade da rede de transmissão de energia do Brasil. Em dezembro, após o ministro da Economia, Paulo Guedes, manifestar frustração com a agenda de privatizações, sua pasta divulgou um cronograma prevendo que o governo vai se desfazer de nove empresas federais em 2021 — entre elas está a Eletrobras.

A venda é um dos principais desafios do governo Jair Bolsonaro (sem partido). Tentada desde o governo Michel Temer, a operação sofre resistência do Congresso. A União abriria mão do controle da empresa após um aumento de capital de acionistas do qual o Tesouro Nacional não participaria.

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