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Geral
14/09/2020 02:00:00

Ténicos descartam risco inicial de colapso em casas no Farol


Ténicos descartam risco inicial de colapso em casas no Farol

A Defesa Civil fez ontem levantamentos na Rua Tenente Antônio de Oliveira, no bairro do Farol, parte alta de Maceió, para analisar o aparecimento de rachaduras em alguns imóveis. Eles avaliam se existe relação com a instabilidade do solo que afeta os bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, fenômeno provocado pela atividade de mineração. Segundo os técnicos do órgão, por sua vez, não há risco inicial de colapso nas casas afetadas dessa região nem tombamento. “A Defesa Civil recebeu o chamado da população e estamos aqui para verificar a situação. O trabalho é focado nas fissuras, rachaduras e trincas que aparecem, tanto nas paredes quanto nos pisos.

É um trabalho mais investigativo, então, vamos avaliar a situação. A ideia é saber se está ligado ao processo de instabilidade que atingiu os outros bairros. Aqui é uma região limite. É possível que esteja associada, mas pode ser que não. A gente pede um pouco de calma à população, porque nem toda fissura, nem toda trinca e rachadura estão associadas ao processo”, explicou o geólogo do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cimadec), Antonioni Guerrera. Após a visita, os técnicos farão um estudo mais aprofundado do problema.

“Lembrando que esse levantamento é um dos procedimentos de análise, então, estamos prevendo colocar uma instrumentação aqui no bairro para ver se dá subsídio maior e melhor para uma avaliação mais concreta. O processo continua acontecendo, não é surpresa. A ideia é de que, onde tem as rachaduras, se intensifique e, dentro dessa área, pode vir a ocorrer ou não. A gente acredita que uma hora [o solo] vai se estabilizar, mas não há como prever. A ideia é tentar fazer essa limitação e continuar monitorando as áreas adjacentes, porque isso não impede que o processo se estabilize”, disse Guerrera. Conforme a Defesa Civil, três moradores solicitaram a visita técnica, mas esse número pode ser maior. Por enquanto, não há necessidade de remoção dos que moram nas casas afetadas. “As fissuras foram informadas há cerca de um mês, quando visitamos quatro residências. Estamos em processo de investigação, portanto, ainda é muito cedo para saber se há relação com o acontecido no Pinheiro. Uma série de levantamentos ainda vai ser feita e, daqui a um mês, iremos retornar para ver se houve progressão”, pontuou o engenheiro civil Dayvisson Rodrigues.

A moradora Nilza Araújo disse que as primeiras rachaduras surgiram no final de 2018 e que, desde maio deste ano, vem se intensificando e atingindo várias áreas do imóvel. “As rachaduras surgiram no final de 2018 e vem se alastrando para o restante da casa, seguindo o comprimento do imóvel, e, agora, a gente vem percebendo que vai para os lados, feito raiz, atingindo toda a casa. A gente fica preocupada porque não sabe qual a dimensão disso. A princípio, a gente tinha somente na garagem e, de maio para cá, apareceram outras rachaduras que chegaram à cozinha. Pedimos à Defesa Civil para avaliar e estamos esperando”, afirma. Apesar da afirmação dos técnicos, os moradores seguem apreensivos com a situação. “A pessoa compra um imóvel sem imaginar que vai acontecer uma coisa desse tipo, não sabe se pode mexer, se pode arrumar o imóvel, e acontece uma coisa assim. Ficamos sem saber o que fazer, apreensivos”, disse Ubirajara Welly. Ao final da investigação, os dados serão ainda compartilhados com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão federal que dá suporte nas ações de monitoramento realizadas pela Defesa Civil de Maceió, para que sejam analisados e, por fim, emitido um parecer.

Gazeta de Alagoas



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