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Saúde
17/06/2020 22:00:00

Cuidado com a saúde deve considerar singularidades do indivíduo


Cuidado com a saúde deve considerar singularidades do indivíduo

Psicólogas da Universidade Estadual de Londrina discutem em artigo publicado no portal de Revistas da USP as singularidades do indivíduo dentro da prática de Políticas Públicas de Saúde. O artigo “Sobre o cuidado na saúde: da assistência ao cidadão à autonomia de um sujeito“, publicado na Revista Psicologia USP vol. 31, de março de 2020, sugere a inclusão da psicanálise e da psicologia no cuidado da saúde com o paciente. Na opinião das autoras, isso ampliaria as perspectivas de atuação dos psicólogos na atenção básica, ultrapassando, assim, o nível de oferta assistencial desses serviços.

O cuidado com a saúde e as políticas públicas dessa área são discutidos a partir de um histórico do Brasil e sua  relação com a assistência, citando-se a participação do Estado no acesso da população rural à saúde, quando da criação do Ministério homônimo, em 1953.

As pesquisadoras citam o ano de 1964, que marcou a atenção médica para os mais privilegiados economicamente, em detrimento da população mais carente, sem que a saúde coletiva fosse levada em conta. A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) não foi suficiente para o Estado privilegiar a questão da saúde como fundamental na vida dos cidadãos brasileiros, trabalhadores.

O artigo aponta o abismo entre “o que se preconiza nas diretrizes das práticas de humanização e o cuidado e sua real aplicabilidade no cotidiano de trabalho dos profissionais”, enfatizando a intervenção da psicanálise como auxílio do processo de cuidado individualizado, visando ao bem-estar não só físico, mas também emocional e mental das pessoas. Nesse contexto, as autoras trazem à tona a seguinte pergunta: o que as Unidades Básicas de Saúde, as UBSs, têm a oferecer aos pacientes no sentido de atender, na prática, às suas necessidades reais e urgentes?

A proposta é a discussão do que seria o cuidado à saúde “que considere o indivíduo em sua singularidade (…)”, levando em conta sua condição de “protagonista” da sociedade. A contribuição da psicanálise nessas questões seria a de auxiliar na cura baseada na “relação profissional-saúde dos usuários“.

Segundo as autoras, está mais do que na hora de compreendermos o cuidado como exercício dedicado aos pacientes, permitindo que surjam condições mais favoráveis tanto de trabalho dos profissionais quanto de assistência humanizada aos indivíduos, “como oportunidade para fazer surgir outra coisa que não seja estritamente o controle ou a cura de doença, ou seja, para trazer à cena a satisfação, aperfeiçoando-se a escuta e encaminhamentos ao mal-estar manifestado pelos usuários e seus desdobramentos ao exercício do trabalho na saúde pública”, concluem.

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