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Coronavirus
14/06/2020 10:00:00

Brasil é o segundo país com mais mortos por coronavírus


Brasil é o segundo país com mais mortos por coronavírus

O Brasil se tornou nesta sexta-feira o segundo país com mais mortes por coronavírus,(41.828), atrás dos Estados Unidos, segundo dados oficiais divulgados após a OMS descrever a situação do gigante sul-americano como "preocupante", embora seu sistema de saúde não esteja "completamente saturado".

O último balanço do Ministério da Saúde registrou 909 mortes nas últimas 24 horas, atingindo a marca de 41.828 óbitos, superando o Reino Unido (41.481).

O Brasil também é o segundo em número de casos, com novos 25.982 diagnósticos positivos, o país tem agora 828.810 infectados por COVID-19.

O primeiro lugar em mortes e em casos confirmados pertence aos Estados Unidos.

Calculada por milhão de habitantes, a perspectiva no Brasil é, no entanto, menos dramática: 199, contra 344,5 nos Estados Unidos e 611 no Reino Unido, que agora é o terceiro em óbitos, com 41.481, segundo uma contagem da AFP.

Especialistas suspeitam que, dada a falta de testes no país, os números reais sejam provavelmente muito maiores.

Os estados com mais mortes são São Paulo (10.368) e o Rio de Janeiro (7.417), respectivamente.

Os mais afetados por milhão de habitantes são os estados do norte e nordeste, especialmente Amazonas e Ceará.

O avanço da pandemia no Brasil ocorre em meio a um clima de tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores dos estados que aplicaram medidas de quarentena desde o início, que para Bolsonaro representam uma ruína econômica.

Com a curva da pandemia ainda em ascensão e apesar das advertências dos epidemiologistas, muitos estados e municípios começaram dias atrás a relaxar gradualmente medidas, pressionadas pela urgência econômica.

Nesta sexta-feira, "Dia dos Namorados", as lojas e shoppings de São Paulo e Rio de Janeiro registraram um notável movimento, assim como as praias dos cariocas, embora a restrição de permanecer na areia continue.

-"Filmem os hospitais" -

Bolsonaro, que não demonstrou empatia pelas dezenas de milhares de mortos e por profissionais da saúde, motivou uma nova onda de críticas nesta sexta-feira, ao pedir à população que entrem em hospitais e filmem a ocupação "real" dos leitos destinados a pacientes com COVID-19.

"Se você tem um hospital de campanha por perto, um hospital público, encontre uma maneira de entrar e filmar", disse o presidente, que chegou a questionar o número total de mortes por coronavírus no país, em uma transmissão ao vivo no Facebook.

"Segundo as informações que temos - posso estar errado - praticamente ninguém morreu devido à falta de respiradores ou leitos em terapia intensiva", disse ele.

Desde o início da pandemia, dados oficiais mostraram que a ocupação de leitos em Centros de Terapia Intensiva (CTI) chegou a ultrapassar 95% em vários estados, embora essa taxa esteja diminuindo em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A pandemia atingiu com força as grandes metrópoles no início e agora avança no interior, sobrecarregando os sistemas de saúde nas cidades médias e pequenas, além de áreas rurais.

Nesta sexta-feira, o diretor de emergências em saúde da OMS, Mike Ryan, reiterou em videoconferência que a situação no Brasil é "preocupante", mas disse que, embora "sob pressão", o país ainda é capaz de atender à demanda por leitos hospitalares.

"O sistema de saúde não está completamente saturado, mas em algumas regiões há uma forte pressão sobre a ocupação de leitos de terapia intensiva", disse ele.

Afp



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