26/05/2020 13:25:50

Especial
12/05/2020 17:00:00

Há 60 dias parados, transportadores complementares cobram ajuda do Governo

Categoria já protocolou dois ofícios junto ao Palácio dos Palmares e à Arsal, porém, não obteve resposta


Há 60 dias parados, transportadores complementares cobram ajuda do Governo

O Sindicato dos Transportadores Complementares dos Passageiros de Alagoas (Sintramcomp/AL) segue em compasso de espera. Desde o dia 30 de março, quando protocolaram o primeiro ofício junto ao Governo Renan Filho, eles aguardam uma resolução para sua situação econômica, uma vez que não estão permitidos a trabalhar, mas, vivenciam diariamente o transporte irregular de passageiros circulando entre os municípios alagoanos. No dia 17 de abril, outro ofício foi encaminhado, porém, ainda não houve resposta aos permissionários. 

De acordo com o presidente do sindicato, Maercio Ferreira de Amorim, os prejuízos têm se acumulado - somente na linha em que ele trabalha, o prejuízo está em cerca de R$ 15.000,00 mil reais, segundo conta -, e a única ajuda do governo foi com cestas básicas. 

 

"Já tem dois ofícios e a única coisa que o governo acenou foi com cestas básicas aos motoristas e cobradores. Estamos cerca de 60 dias parados. Amanhã, em Arapiraca, será realizada uma mobilização para pedir ao governo que olhe para a categoria e acene com alguma ajuda porque nós entendemos que é preciso colaborar com o isolamento, mas a gente precisa ter condições para ficar em casa, que, para muitos, está faltando. Temos todos compromissos. Eu tenho filho, mesmo sem ele estar estudando, o colégio está cobrando, tem a feira em casa para fazer. O que a gente quer do governo é que acene com uma ajuda pra gente", conta. 

Os 700 sindicalizados no Sintramcomp chegam a se indignar com a situação: eles estão parados, seus veículos, monitorados, não podem ser flagrados na rua, porém, todos os dias, eles flagram carros de transporte irregular trafegando. "Se o nosso carro sai pra rua, o carro é preso. Todos os nossos carros são monitorados e a Arsal fica vendo onde o carro está. O transporte clandestino está rodando. Um transporte de Ibateguara a União dos Palmares, ao invés de R$ 10 reais, estão cobrando R$ 30. Mesmo com a Arsal prendendo muitos carros placa cinza, tem muito rodando", afirma Maercio. 

No documento protocolado, o presidente do sindicato ainda diz que a situação causa raiva e deixa muitos trabalhadores descontrolados. "Eles passando dificuldades básicas e ver que os usuários estão se deslocando em transportes irregulares, sem nenhuma medida de segurança de higienização e saúde. Onde nós transportadores suplicamos para retornar as atividades e nos disponibilizamos a assumir as medidas necessárias para suprir as necessidades de segurança de saúde a serem determinadas pelo órgão responsável". 

Outras medidas 

No pedido protocolado, os permissionários pedem: 

 

  • Isenção de forma absoluta do valor mensal pago a título de Taxa de Fiscalização à Arsal pelo prazo de 90 dias ou enquanto durar a crise; 
  • Isenção do ICMS do combustível;
  • Ajuda financeira no valor de R$ 4.000,00 mil reais para atender as despesas mínimas dos permissionários licitados;
  • Concessão de subsídios financeiros;
  • Autorização para o retorno das linhas dos serviços de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros, cujos embarques e desembarques de passageiros irão ocorrer apenas nas rodoviárias, após fiscalização feita pela vigilância sanitária.

 

O que diz a Arsal

A Gazetaweb entrou em contato com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) sobre as questões levantadas pelo Sintramcomp. Segundo o diretor-presidente da Arsal, Ronaldo Medeiros, a agência tem feito o possível para coibir o transporte clandestino. 

"Todo dia, a gente tem apreendido de 20 a 30 carros. É impossível proibir todo mundo. A gente tem apreendido muitos carros e ainda conseguimos um acordo com o Detran. O Detran tinha um acordo de liberar 15 carros por dia, porque os carros ficam na garagem deles. Nós conseguimos aumentar pra 20. Em todas as entradas e saídas de Maceió, temos postos nossos. Além dos postos móveis, em Taquarana, Tanque D'Arca, entre outros. A gente tem sido muito enérgico nisso, com quem utiliza o carro de forma ilegal", afirma Medeiros. 

Em relação à volta ao trabalho, o problema, segundo o diretor-presidente da Arsal, é a falta de conscientização social. "A volta está ligada à população entender que o momento é grave e não sair de casa. Não é o decreto que proíbe, nem a Arsal, quem está proibindo primeiramente é o vírus, e segundo, a forma como a população está encarando. Se usar máscara ao sair, álcool gel, se ficar em casa a situação melhora. A pandemia está chegando em todo lugar, agora está até nos menores municípios. O transporte é um grande meio de transmissão, mesmo usando máscara, álcool gel. A volta do transporte está vinculada à diminuição desses números", conclui. 

Gazetaweb



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