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Política
03/03/2020 21:00:00

Vereador aciona MP para suspender vinda de cruzeiro da Itália para Maceió

Medida foi adotada diante do avanço do novo coronavírus no país europeu


Vereador aciona MP para suspender vinda de cruzeiro da Itália para Maceió

Embora anunciada a vinda para Maceió de um cruzeiro da Itália, durante coletiva da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) na semana passada, quando foi notificado caso suspeito de coronavírus em Alagoas, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) negou que a embarcação chegará à capital nas próximas semanas. 

O anúncio da chegada dos turistas estrangeiros preocupou o vereador Anivaldo Luiz da Silva (PR), o Lobão, que acionou o Ministério Público Estadual (MPE) para impedir que o cruzeiro da Itália atraque no Porto de Maceió. A medida deve-se ao avanço do novo coronavírus (Covid-19) no país europeu. 

 

"Protocolei requerimento no Ministério Público solicitando a suspensão da autorização, para não atracar. Peço desculpas aos italianos, mas é como diz o ditado popular: é melhor prevenir do que remediar. Minha preocupação é com a saúde dos maceioenses e alagoanos. Torço para que eu esteja completamente errado, mas seria interessante as autoridades daqui entrarem em contato com a tripulação", afirma o vereador de Maceió, Lobão.

Em entrevista coletiva na última quinta-feira (27), a Sesau confirmou paciente de 66 anos com suspeita de infecção por coronavírus. Ele voltou à Alagoas no dia 11 de fevereiro, após conexão em São Paulo. 

Segundo o Ministério da Saúde (MS), são mais de 250 casos suspeitos da doença no Brasil, com dois confirmados e que teriam adoecido na Itália. Ambos brasileiros, residentes em São Paulo e que não possuem vínculo entre si. Ainda de acordo com o MS, é considerado caso suspeito de Covid-19 pacientes com febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) e histórico de viagem para área com transmissão local, de acordo com a OMS, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

Também deve-se investigar quando o paciente teve febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) e histórico de contato próximo de caso suspeito para o coronavírus (COVID-19), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas. 

A Gazetaweb fez contato com a assessoria de comunicação da Sedetur e nota com informações sobre o caso.

Gazetaweb



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