16/02/2020 20:05:57

Justiça
23/01/2020 19:00:00

GMF acompanha visita de autoridades de Pernambuco ao Núcleo Ressocializador

Comitiva pretende implantar unidade semelhante no estado vizinho; estrutura deve beneficiar inicialmente 150 reeducandos do regime fechado


GMF acompanha visita de autoridades de Pernambuco ao Núcleo Ressocializador

O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), do Poder Judiciário de Alagoas, acompanhou, nesta quarta-feira (22), visita de autoridades de Pernambuco ao Núcleo Ressocializador da Capital (NRC). O grupo veio conhecer o funcionamento da unidade, na qual os reeducandos têm oportunidade de trabalhar e estudar.

Para o supervisor do GMF, desembargador Celyrio Adamastor, a visita da comitiva demonstra a importância de ressocializar o preso, para que ele volte ao convívio social com uma melhor formação, evitando a reincidência.

“A sociedade afasta o cidadão, por um ato por ele perpetrado, mas essa mesma sociedade tem o direito e o dever de preparar o seu retorno à sociedade e que ele retorne da melhor maneira possível. A ressocialização dentro do sistema prisional é viável, e a viabilidade ocorre da maneira como você implanta e como vem fazer”, salientou.

A visita teve como objetivo conhecer a unidade ressocializadora para implantar uma semelhante em Pernambuco. A ideia é construir uma estrutura que beneficie, inicialmente, 150 reeducandos do regime fechado. Eles poderão diminuir suas penas por meio do estudo e da Laborterapia.

Participaram da visita representantes das secretarias pernambucanas da Justiça e Direitos Humanos; de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude; e de Educação e Esporte. Também estiveram presentes representantes da Ordem dos Advogados (OAB/PE); Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O administrador Cícero Alves, que já foi reeducando do NRC, acompanhou o grupo. “Surgiu o interesse da comitiva em conhecer, porque Pernambuco hoje está em primeiro lugar em superlotação carcerária. Conheceremos primeiramente o projeto aqui, para que a gente possa passar para uma segunda parte, que é a parte de implantação, de desenvolvimento do projeto arquitetônico, como também do processo físico de funcionamento do núcleo”, explicou.

Cícero Alves passou cinco anos no Núcleo Ressocializador da Capital. Lá dentro, concluiu graduação a distância em Administração e fez cursos profissionalizantes. “Tem muitos reeducandos que precisam de chances para voltar para a sociedade, que precisam de estudo e de trabalho, e isso só é possível através de um projeto semelhante a esse aqui do núcleo”, enfatizou.

De acordo com a chefe do NRC, Larissa Vital, a unidade em Alagoas é referência no Brasil. “A gente faz uma seleção aberta para todas as unidades prisionais, faz uma análise do perfil do preso na área psicológica, social, com a presença também do Departamento de Inteligência”, explicou Larissa Vital, ressaltando que, no ano de 2019, não houve reincidência dos integrantes do NRC.

“Isso é importante para o projeto, para as pessoas que estão empenhadas na execução, para os presos, para os familiares, e principalmente para a sociedade de Alagoas, porque nós retornamos à sociedade pessoas que realmente tiveram uma mão que foi segurada. Eles aproveitaram todas as oportunidades de oficinas de trabalho e estudo e eles estão voltando, sendo acompanhados”.

Thaynara Monteiro - Dicom TJAL
imprensa@tjal.jus.br - (82) 4009-3240 / 3141

Foto Mauro Junior



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