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Maceió
12/11/2019 23:00:00

Manuela D´Ávila lança livro sobre feminismo no último dia da Bienal, em Jaraguá


Manuela D´Ávila lança livro sobre feminismo no último dia da Bienal, em Jaraguá

andidata à vice-presidência da República nas eleições de 2018, a jornalista Manuela D´Ávila falou à imprensa na tarde deste domingo (10), em Maceió, sobre o livro que está lançando no último dia da 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que acontece em Jaraguá. Por que Lutamos? Um livro sobre amor e liberdade, cuja pauta central é o feminismo, é a 11ª obra na lista dos 20 livros mais vendidos na categoria Não Ficção da Revista Veja.

Durante coletiva com jornalistas na Associação Comercial de Maceió, ela explicou que a publicação foi mais uma maneira que encontrou para explicar às pessoas em geral os motivos que levam as mulheres a erguerem a bandeira pró-feminista, especialmente num momento delicado da vida pública do País.

 

"Quem ainda não se reconhece como uma mulher feminista ou não se enxerga nas pessoas que estão falando sobre o assunto precisa saber: no feminismo tem espaço para você construir a sua caminhada", disse ela. "É um livro que busca responder os reflexos que o feminismo desperta hoje na nossa sociedade. Vivemos tempos estranhos, não só no Brasil mas pelo mundo afora, e resolvi escrever este livro para que o público - especialmente as mulheres - se sinta acolhido", completa.

Para Manuela D´Ávila, outra situação que também a incomoda, além das fake news, é o fato das reportagens do Intercept Brasil ainda não terem sido usadas para punir o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, por julgar com parcialidade

FOTO: ITAWI ALBUQUERQUE

A ex-deputada pelo PCdoB também falou sobre a soltura do ex-presidente Lula após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à prisão em segunda instância. Ela acredita que o ex-presidente vai definir sua agenda de caravanas pelo Brasil somente após o congresso nacional do PT, marcado para a próxima sexta-feira, dia 15.

A onda de fake news que parece nunca cessar também foi colocado por ela durante entrevista aos jornalistas. "Voltar para casa e lidar com a minha família é a minha saúde mental. Porque eu e demais lideranças da esquerda somos bombardeados por mentiras a todo o instante. Nos tratam como monstros, agridem a gente, nossas famílias", desabafa. "Essa incitação à violência e a agressão, endossada por um presidente que está 26 anos na vida pública e nunca fez nada, só agrava a situação. Como pessoa pública, somos assediados a todo instante para fotos, e numa dessas circunstâncias o medo que faz é levar uma facada, um tiro, porque a gente nunca sabe quem está no meio da multidão, misturado a muita gente de bem", destaca.

Vaza Jato e caso Marielle

Para Manuela D´Ávila, outra situação que também a incomoda, além das fake news, é o fato das reportagens do Intercept Brasil ainda não terem sido usadas para punir o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, por conta da parcialidade com que julgou o ex-presidente Lula e demais agentes envolvidos na Operação Lava Jato.

"São inúmeros conteúdos vazados e que parecem não abalar a quem de direito para punir toda aquela falta de imparcialidade. Como pode um promotor errar e não ser punido? Porque não vemos tantas pessoas serem punidas? O que me preocupa é a impunidade de um juiz", reclama. "Outro ponto: ninguém está preocupado com a punição de quem matou Marielle Franco. Há ligações de Bolsonaro com as milícias e ninguém faz nada, não investiga. Essa sensação de impunidade é que me preocupa", lamenta.

Gazetaweb

 

 
 


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