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Justiça
19/10/2019 17:00:00

Acusado de corrupção, Aderico se entrega e está recolhido no sistema prisional

Ex-secretário de Prevenção à Violência foi alvo de operação do MPE este mês em vários estados


Acusado de corrupção, Aderico se entrega e está recolhido no sistema prisional

Considerado foragido há quase dez dias, após ser desencadeada a Operação Calvário, o ex-secretário dos governos Renan Filho e Téo Vilela, Jardel Aderico da Silva, resolveu se entregar e está recolhido no sistema prisional alagoano.

Nessa quinta-feira (17), foi encaminhado a uma ala especial do Presídio Baldomero Cavalcanti, na parte alta da capital.

 

O ex-secretário de Prevenção à Violência (Seprev) Jardel Aderico é apontado nas investigações do Ministério Público Estadual da Paraíba como integrante de uma organização criminosa, beneficiado em esquema que envolvia contratos com unidades de saúde e de educação da PB, um desvio que ultrapassaria R$ 1 bilhão. Ele deve responder por corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. A operação ocorreu em quatro estados.

O MPE de Alagoas deu apoio às ações, que cumpriu 28 mandados de prisão e de busca e apreensão contra acusados de corrupção. A quinta fase da Operação Calvário foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e a Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp), órgãos do Ministério Público da Paraíba. 

A Orcrim atuou, aparentemente, com o primordial objetivo de alavancar a captação de recursos ilícitos e, assim, proporcionar a estabilização financeira e permanência dos membros do mencionado agrupamento delituoso na administração pública. 

A participação de Jardel no esquema se deu por meio do pagamento de propina em torno de R$ 4 milhões para que ele pudesse fornecer livros para a Secretaria Estadual de Educação da Paraíba. "A J.R. Araújo Desenvolvimento Humano Eireli/Editora Inteligência Relacional, cuja propriedade pertence atualmente a Jardel Aderico da Silva, teria contribuído com pagamentos de propina e firmado, entre 2014 e 2018, contratos com o Estado da Paraíba, mediante inexibilidade de licitação, no montante de R$ 66.773.136,00 (sessenta e seis milhões, setecentos e setenta e três mil, cento e trinta e seis reais)", diz trecho da decisão judicial.

A Operação Calvário aconteceu em três municípios da Paraíba e nos estados de Alagoas, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Com base na representação feita pelo MPPB, a Justiça determinou a expedição de três mandados de prisão preventiva em desfavor de Ivan Burity de Almeida, Jardel Aderico da Silva e Eduardo Simões Coutinho.

Gazetaweb



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