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Educação
05/10/2019 08:35:00

Educação reúne 2 mil pessoas em protesto em Alagoas

Ato foi realizado contra a política educacional do Governo Federal, com destaque ao programa recém-criado "Future-se”


Educação reúne 2 mil pessoas em protesto em Alagoas

Mais de 2 mil pessoas se reuniram nesta quinta-feira (3) na Praça do Centenário para protestar contra as políticas de contingenciamento do Ministério da Educação (MEC) do governo Bolsonaro (PSL). Iniciada nesta segunda-feira (2), a paralisação de 48 horas mobilizou servidores, professores e estudantes do ensino público em Alagoas.

Com faixas de protesto que denunciavam a política do ministro Abraham Weintraub, os manifestantes expressavam sua indignação contra políticas como o ‘Future-se’ que, segundo os sindicalistas, abre brechas para a privatização do ensino superior público. A politica de contingenciamento de recursos também foi alvo de protestos, já que para os manifestantes ela afeta a manutenção das universidades e também o processo de pesquisa desenvolvido pelas instituições de ensino superior.

Concentrados na Praça do Centenário, servidores, professores e estudantes aguardavam o momento de ocupar as ruas para protestar contra o governo Bolsonaro. Na saída, os manifestantes ocuparam as principias faixas da avenida Moreira Lima em direção ao Centro da cidade.

Para o presidente da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), Jailton Lira, a paralisação de 48 horas foi positiva e mostra a força do movimento para reverter as politicas de desvalorização da educação pelo governo Bolsonaro. “Nós avaliamos como um saldo positivo. No dia 02 foram mais atividades internas. Hoje tivemos um café da manhã em frente ao hospital universitário. Fechamos a Universidade e não houve atividade”.

Para o presidente da Adufal a mobilização é continua e outros protestos podem acontecer para pressionar o governo a mudar sua politica em relação a educação superior. “No inicio das mobilizações não tinha recurso e agora ele liberou parte dos recurso. A credito que a mobilização social fará el mudar suas posições monetarista, que serve ao capital. Quando o governo não investe em educação, em saúde, quem perde é o trabalhador”,  enfatiza Jailton Lira.

Já para Gabriel Magalhães, diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Ifal (Sintietfal), o desbloqueio de recurso é insuficiente para manter as instituições de ensino superior no Brasil. Segundo ele, os R$ 9,279 mi que o Ifal receberá só garante o funcionamento da instituição até dezembro. “Só recebemos a metade e sem a outra ser liberada, as atividades de pesquisa e de extensão já estão extremamente prejudicadas. Várias bolsas de pesquisa e de extensão já foram cortadas e os laboratórios estão sem insumo. Isto é muito preocupante e nos faz protestar”.

Para a CUT, Governo Federal promove “desmonte na educação”

Para a presidente da Central Única do Trabalhadores de Alagoas (CUT/AL), a participação neste dia de mobilização foi importante para fortalecer a luta dos trabalhadores contra a política de desmonte na educação promovida pelo governo Bolsonaro. Para Rilda Alves, “a motivação para participar contra os cortes na educação e sabemos que precisa de mais investimentos. Um país para desenvolver precisa investir na educação e não promover cortes no orçamento. Precisa, sobretudo, valorizar os profissionais desta área”, avalia a sindicalista.

Além de protestar contra os cortes na educação pública, Rilda Alves destaca outras bandeiras de luta trazidas pela central, como as privatizações e também a reforma da previdência. Uma das preocupações da dirigente é com a privatização da Petrobras. Para Rilda Alves, “o governo quer entregar um patrimônio nacional para ser entregue a empresas privadas e isso pode trazer prejuízos para a educação. Estamos aqui também para protestar contra a reforma da previdência aprovada já em primeiro turno no senado e que tiras direitos dos trabalhadores”, destaca a presidente da CUT/AL.

SINTEAL

Presentes na paralisação de ontem, os professores da rede estadual de ensino também protestaram contra a política educacional do Governo do Estado. Uma das principais reivindicações da categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) é a ausência de negociação e de propostas do atual governo em relação ao reajuste dos servidores da educação.

Uma das reivindicações do Sinteal na manifestação é poder sentar com o Governo do Estado ou a Secretaria de Educação para dialogar sobre as pautas de reajuste e de progressões na carreira dos servidores da educação em Alagoas.

Para Maria Consuelo, presidente do Sinteal, a luta pela educação é nacional e engloba todas as esferas. ”Esta é uma luta nacional em defesa da educação superior, da educação básica e de todos os profissionais que lutam pela educação no país. Educação estadual e municipal também pararam para protestar”.

Fonte: Tribuna Independente / Jairo Silva

 
 


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