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Especial
13/09/2019 16:30:00

Casa da Mulher: celas para agressores e berçários para filhos das vítimas


Casa da Mulher: celas para agressores e berçários para filhos das vítimas

A planta foi aprovada e o projeto arquitetônico para reforma e adequação do prédio está em fase de conclusão. Alojamento para vítimas poderem ficar até 48h se necessário, berçário e brinquedoteca para os filhos, duas delegacias com celas para colocar homens agressores. Essa é a estrutura que vai ser colocada a disposição do combate à violência contra a mulher no estado, a Casa da Mulher Alagoana.

O local ainda terá um posto do Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito, Ministério Público e Defensoria Pública do Estado, onde a vítima de violência doméstica vai poder fazer a denúncia da agressão e receber atendimento jurídico, social e psicológico sem ter que se deslocar para vários pontos da cidade.

A Patrulha Maria da Penha terá papel importante no atendimento à mulher: uma vez feita a denúncia, a Patrulha irá até o local onde a vítima estiver e a conduzirá para a Casa da Mulher no Centro.

Inspirada em locais como a Casa da Mulher Brasileira, em Brasília e Cuiabá, a Casa da Mulher Alagoana vai funcionar, de domingo a domingo, 24h por dia, no prédio onde atualmente fica o Juizado da Mulher, na Praça Sinimbu, Centro de Maceió.

A reforma e adaptação do local serão custeadas por recursos do governo do estado. A idéia, porém, surgiu da observação sobre o assunto do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas desembargador Tutmés Airan. Juiz da Vara da Violência contra Mulher, José Miranda também é um dos entusiastas da iniciativa.

“Em julho, uma comitiva formada por mim, doutor Paulo Zacarias, as deputadas Flávia Cavalcanti, Ângela Garrote e Fátima Canuto estivemos no Mato Grosso onde conhecemos a Casa da Mulher Brasileira de lá para trazermos a experiência para Alagoas, depois que o presidente Tutmés Airan teve a ideia batalharmos para que, órgãos como o TJ, Assembleia Legislativa, governo do estado pudessem criar aqui em Alagoas um equipamento, com atendimento multidisciplinar, no combate à violência contra a mulher. Estamos todos muito empolgados para vermos a Casa da Mulher Alagoana funcionando”, declarou Érica Lima da equipe de construção do projeto no Tribunal.

A Casa, que tem o projeto arquitetônico desenhado por profissionais do próprio TJ, está disposta de maneira que agressor e vítima não se encontrem.

“É uma maneira de deixar a mulher agredida menos constrangida e intimidada pela presença do homem. Para isso, quando for levado para Casa da Mulher Alagoana, o agressor vai ter passar por um corredor por fora da casa. A mulher não o verá e, acreditamos, ficará mais tranquila para fazer os procedimentos legais da denúncia”, explicou a funcionária do Tribunal.

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