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Municípios
10/09/2019 18:30:00

Opositor ao prefeito Gilberto Gonçalves denuncia intimidação em Rio Largo


Opositor ao prefeito Gilberto Gonçalves denuncia intimidação em Rio Largo

m líder comunitário que faz oposição ao prefeito do município de Rio Largo, Gilberto Gonçalves, denunciou à Polícia Civil (PC) que foi vítima de uma clara tentativa de intimidação na semana passada. Kleber Malaquias de Oliveira noticiou o fato por meio de um Boletim de Ocorrência (BO) na Central de Flagrantes I, no Farol, em Maceió, informando que foi agredido verbal e fisicamente, além de ter sido humilhado e ameaçado de morte sob a mira de uma pistola.

Ele atribui o episódio como sendo uma estratégia para inibi-lo no trabalho que faz em fiscalizar a atual gestão municipal. No Boletim de Ocorrência, citou que o autor das agressões seria um homem de prenome Léo, que faz parte do grupo político do prefeito.

 

"Bateram e atiraram em direção a mim. Sofri o pão que o diabo amassou e não desejo uma situação assim nem para o pior inimigo que tenho", comentou Malaquias, em um vídeo gravado com outros líderes de Rio Largo.

No relato, conta que foi abordado por este suspeito, em um veículo Fusion de cor branca e de placa não identificada, que atirou em sua direção, mas não foi atingido. Também acrescenta que foi encurralado, agredido e ameaçado. 

"Ele atirou próximo ao meu ouvido, tentou colocar a pistola na minha boca e começou a me dar coronhadas. Depois, me pediu para ficar de joelhos e na posição de 'quatro', obrigando que eu repetisse que o prefeito Gilberto Gonçalves e a esposa dele, Cristina Gonçalves, eram pessoas de bem. E exigiu que eu dissesse que era 'viado', assim como outro colega da oposição", relatou.

Ele disse que, ainda no começo desta semana, vai denunciar o caso também à Polícia Federal (PF) e aos integrantes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), para cobrar investigação aprofundada ao que classifica como sendo um atentado contra a própria vida.

"Isto somente acontece porque a gente pede e cobra justiça para a cidade de Rio Largo. O que ganhamos é isto. Mas, eu sei quem mandou fazer isto comigo, e esta pessoa vai ter que explicar à polícia e à Justiça", destaca.

Também líder comunitário em Rio Largo, Alex Fernandes classificou o caso como mais uma tentativa de se implantar a chamada 'República da Chibata' no município. "Em governos anteriores, tentaram agredir o Kleber e outras pessoas. Tentam calar de todo jeito a oposição. Não fazem as coisas direito, tentam destruir a nossa cidade, coibir a democracia e o direito das pessoas criticarem o que acontece de errado", destaca.

Alex acrescenta que o município de Rio Largo está inseguro, sem que a Polícia Militar (PM) faça rondas rotineiramente. "O Kleber fez contato com o 190 [número do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública], mas a central não atendeu. O governador de Alagoas tem a obrigação de garantir a segurança e o direito da democracia da população. Nós cobramos a identificação dos suspeitos que tentaram mais uma vez calar a oposição da cidade".

Gazetaweb




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