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Economia
07/09/2019 20:00:00

Presidente do Banco Central pretende reduzir compulsórios dos bancos


Presidente do Banco Central pretende reduzir compulsórios dos bancos
Vabci Betral Roberto Campos

O presidente do BC voltou a frisar a intenção de promover uma “redução estrutural da necessidade de depósitos compulsórios”, prática na qual a autoridade monetária retém parte do dinheiro da economia por meio  dos bancos comerciais.

Segundo ele, “o Brasil tem, atualmente, um volume de compulsório alto, em torno de R$ 400 bilhões”. Portanto, a ideia é criar duas novas linhas de crédito para as instituições financeiras, mediante uma Assistência Financeira de Liquidez (AFL), o que permitirá “reduzir bastante” os compulsórios, nas palavras de Campos Neto. Como consequência, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) subiu, impulsionada por ações de bancos. “Estamos em um processo de se reinventar com o dinheiro privado”, frisou.

Empenho

Campos Neto disse ainda que o BC está empenhado em garantir o crescimento sustentável do país, tanto que tem a inflação controlada e “bastante ancorada no curto, no médio e no longo prazos”. Também frisou que a autoridade monetária segue vigilante quanto à taxa básica de juros (Selic), e que se necessário, uma nova redução pode ser feita — em julho, o indicador foi reduzido de 6,5% para 6% ao ano, a mínima histórica. “Os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, e a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo”, explicou.

Mas assim como reduzir a Selic, ele avaliou que o Banco Central deve priorizar a diminuição do custo de crédito, especialmente o imobiliário. “Temos dito, enfaticamente, que não estamos contentes com a queda do custo de crédito quando comparamos com o que aconteceu com a Selic. Tem trabalho grande para ser feito aí, como criar um mecanismo onde o mercado possa se securitizar para que os mesmos recursos possam entrar e sair no sistema imobiliário, gerando um maior dinamismo, por exemplo”, explicou.

Além de Campos Neto, ministros do governo Bolsonaro discursaram no evento, como o da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro; a da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; o de Relações Exteriores, Ernesto Araújo; e o da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, Marcos Pontes.

Correio Braziliense



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