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Alagoas
27/08/2019 17:30:00

Problemas da Braskem afetam economia de Alagoas


Problemas da Braskem afetam economia de Alagoas

Os danos decorrentes dos problemas da mineração da Braskem começam a afetar a economia alagoana, muito além dos bairros de Maceió atingidos pelo desastre.

A empresa que é apontada como responsável pelo “afundamento” do Pinheiro e por danos nos bairros do Mutange e Bebedouro, também pode provocar um baque na economia alagoana.

O “rombo” mais perceptível até agora é na produção de gás natural do Estado. A arrecadação de ICMS e os royalties distribuídos com o Estado e municípios também vem sofrendo abalos.

De acordo com a ANP, a produção de gás natural de Alagoas em junho deste ano foi de 24,5 milhões de metros cúbicos, uma redução de 23,9% na comparação com igual mês de 2018.

No acumulado do primeiro semestre a produção de GN caiu 9,1% na comparação com os seis primeiros meses do ano anterior. A queda começa a partir de abril, com a desativação da indústria.

A redução na produção de gás natural afeta diretamente o caixa da Algás e, indiretamente, a receita de ICMS do Estado, em números ainda não detalhados pela Secretaria da Fazenda.

“O impacto é maior do que se imaginava”, aponta um importante interlocutor do governo na área econômica.

Os municípios produtores de gás natural também já começam a “pagar a conta”. A queda no repasse dos royalties coincide com a desativação da fábrica da Braskem em Maceió, uma grande consumidora de gás natural.

Segundo a ANP em maio o município de Pilar recebeu R$ 837.221,96 de “royalties até 5%”. Em junho o valor repassado ao município caiu para R$ 655.554,83, uma variação negativa de 21,7%.

O município de São Miguel dos Campos teve a mesma variação negativa. Os repasses caíram de R$ 963.613,63 para R$ 759.090,47 em igual período.

Não se tem ao certo uma resposta sobre o real tamanho dos efeitos da Braskem no ICMS e na economia de Alagoas. Mas já se sabe que o desempenho da empresa pode afetar também o caixa do Estado. 

Empresa confirma redução

O gerente de Relações Institucionais da Braskem em Alagoas, Milton Pradines, confirma que a empresa reduziu o consumo de GN. “A redução até agora é de cerca de 40%”, aponta, sem dar maiores detalhes.

A Braskem deve continuar operando plenamente no Estado, mesmo com a suspensão da mineração de sal-gema, matéria-prima utilizada na produção de cloro e soda. A empresa, segundo uma fonte do setor químico e plástico tem contratos de importação de soda cáustica e MVC até 2021.

Com as importações, confirmadas no último relatório trimestral da Braskem (abril a junho de 2019), a empresa deve manter a operação no Estado enquanto busca alternativas para suprir a fábrica de cloro e soda de Maceió. Essa semana a empresa informou através de comunicado que solicitou permissão para iniciar o processo de exploração de sal-gema em áreas não urbanas.

Jornal de Alagoas



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