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Educação
14/08/2019 14:30:00

Ensino de Português do Brasil para deficientes auditivos é tema de palestra


Ensino de Português do Brasil para deficientes auditivos é tema de palestra

Paulo Canuto - estudante de jornalismo

Tendo como foco a ideia de que a formação bilíngue da pessoa com surdez deve começar desde muito cedo para um melhor desenvolvimento, a Faculdade de Letras (Fale) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) estará promovendo a palestra “Ensino e formação docente na educação: o Português do Brasil como segunda língua (L2)”, que acontecerá no dia 15 deste mês, no auditório do Centro de Interesse Comunitário (CIC) com início marcado para às 9h30.

Para tal, a Fale trará a professora Daniele Grannier da Universidade de Brasília (UnB), que vai ministrar a palestra. A discussão irá girar em torno das diferenças entre o ensino do Português do Brasil (PT-Br) como primeira língua (L1) assim como seu ensino como segunda língua (L2). Segundo a palestrante essa diferenciação não é absoluta “algumas questões dos dois ensinos apresentam-se em comum e há uma possibilidade de diálogo entre os dois tipos de ensino. Para tanto, Grannier apresentará os variados contextos em que o ensino do Português acontece” explica a professora.

Serão apresentados diversos contextos em que o ensino do Português acontece, além disso também serão apresentadas e discutidas as abordagens e metodologias atuais para o ensino do Português como L2, assim como as especificidades da formação do professor de Português no Brasil, seja como professor de L1, seja como professor de L2.

A atividade será transmitida por videoconferência para a Universidade Federal de Goiás (UFG), assim como para a Secretaria de Educação do Distrito Federal (DF).

Dever do poder público

É dever do Governo do Estado de Alagoas através de suas secretárias (Seduc, Semed e também as creches municipais) promover a educação bilíngue nesse sentido, pois assim estaria promovendo tanto o ensino da Libras como disciplina obrigatória, como o ensino do Português do Brasil como segunda língua para essa parcela da população, visto que a Libras é a L1 dos surdos brasileiros.

Mas para que possam ser oferecido o ensino dessas disciplinas deve haver capacitação de profissionais para tal, como explica a coordenadora da ação, professora Edineide Silva “ A Educação Bilingue da pessoa com surdez é assegurada por legislação federal, a Ufal atua neste campo desde 2014, com a implantação do curso de graduação em licenciatura em Letras Libras, entretanto o Estado e os Municípios alagoanas ainda não apresentam propostas de políticas públicas para a Educação de surdos em Alagoas, mesmo recebendo alunos surdos em muitas escolas da rede pública de Alagoas.” explica a professora.

As inscrições serão feitas através do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) até o dia da palestra (15), através do link.

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