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Saúde
31/07/2019 14:30:00

Pronon: Santa Casa de Maceió inicia atendimento domiciliar de pacientes oncológicos


Pronon: Santa Casa de Maceió inicia atendimento domiciliar de pacientes oncológicos

Santa Casa de Misericórdia de Maceió deu início ao atendimento domiciliar para os pacientes de cuidados paliativos atendidos na Santa Casa Rodrigo Ramalho. O serviço pioneiro é fruto de uma parceria com o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), que selecionou o projeto da instituição e completa a linha de cuidados do paciente oncológico do SUS, e tem o apoio da iniciativa privada por meio do Itaú, Ambev e Santander.

Criado para incentivar ações e serviços desenvolvidos por entidades, associações e fundações privadas sem fins lucrativos, que atuam no campo da oncologia, o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) foi instituído pela Lei 12.715/12 e permite que empresas tributadas pelo lucro real e pessoas físicas optantes pelo modelo de declaração completa destinem até 1% do seu Imposto de Renda para projetos de entidades filantrópicas na área oncológica.

“Hoje, a Santa Casa de Maceió é uma das poucas instituições do país que possuem uma linha oncológica completa, que vai desde a consulta ambulatorial, exames laboratoriais, emergência, internação clínica e cirúrgica, os tratamentos com quimioterapia e radioterapia, inclusive com braquiterapia, iodoterapia, que poucos hospitais têm, e, agora, com a assistência domiciliar. Esperamos que o atendimento continue sendo uma marca da instituição com toda a humanização necessária”, disse o provedor da Santa Casa de Maceió, Humberto Gomes de Melo.

Após as etapas de avaliação, o projeto foi acolhido pelo Ministério da Saúde. “Esse é um momento histórico para a Santa Casa de Maceió. Representa a concretização de um sonho para a linha de cuidados do paciente oncológico. Por orientação da diretoria, o projeto começou a ser desenhado em 2016 para ser submetido ao Ministério da Saúde. Fizemos isso de forma muito despretensiosa, já que esse era o primeiro projeto da instituição, o primeiro de Alagoas.

O nordeste tem poucos projetos e desconheço um tão amplo como esse que contemple a unidade hospitalar, ambulatorial e domiciliar”, destacou Aishá Gois, gestora da Linha Oncológica.

De acordo com Carolina Zau, gestora médica da Santa Casa Rodrigo Ramalho, a unidade passa a oferecer mais um serviço pioneiro aos pacientes com câncer. “Somos o primeiro com cuidados paliativos e o primeiro com assistência domiciliar. Agora, vamos proporcionar que esse paciente oncológico esteja junto de sua família o máximo que puder.

Quando ele necessitar da assistência de internação e de emergência, também estará à disposição. Conseguimos com o Pronon uma equipe completa, multiprofissional e vamos poder levar mais qualidade de vida para os pacientes”, disse.

A equipe multidisciplinar é composta por enfermeiros, fonoaudiólogo, técnico de enfermagem, assistente social, nutricionista, psicólogo, fonoaudiólogo, farmacêutico, odontólogo, terapeuta ocupacional, motorista, auxiliar administrativo e administrador. Ao todo, 29 profissionais executarão os serviços de atendimento domiciliar da linha oncológica.

O radioterapeuta da Santa Casa de Maceió, Marcos Davi, considera a oferta da assistência domiciliar como sendo a continuidade da missão pela qual a Santa Casa foi criada.

“A instituição nasceu há 168 anos, data que será comemorada em setembro, e é totalmente voltada para as pessoas mais humildes, os mais carentes. Esse momento representa a continuidade deste trabalho com a ampliação do ciclo de atendimento que vai desde a emergência aos pacientes oncológicos, passa pelo atendimento das intercorrências, os cuidados paliativos hospitalares, e agora, o atendimento dos cuidados paliativos domiciliares dos que estão nos seus recantos. A Santa Casa de Maceió levará sua presença, os seus profissionais qualificados, mas vai levar sua missão cristã e humanística que tem dominado a gestão do provedor Humberto Gomes de Melo”.

Cerca de 30% dos pacientes internados na instituição são da oncologia

Para Alexandre Sáfadi Bastos, a extensão para o atendimento domiciliar representa um salto muito importante. “Cerca de 30% dos pacientes internados na Santa Casa são pacientes oncológicos e isso já traz, por si só, uma importância fundamental nesse tratamento diferenciado. No nordeste, o índice de aprovação de projetos é baixíssimo. Apenas a Santa Casa tem projeto aprovado pelo Pronon no estado”, destacou o administrador da equipe de cuidados paliativos do projeto.

Lidar com uma realidade tão complexa exige muita entrega. “Me sinto honrada de poder ajudar a população numa fase tão difícil da vida que é o cuidado paliativo. Existe muito sofrimento na família que está com um paciente que sente todas as dificuldades nesse momento e nós estamos com muita vontade de entregar um trabalho ainda mais humanizado para que eles sintam o acolhimento. Somos uma equipe grande com muita vontade de fazer o melhor”, disse a fisioterapeuta, Aline Nunes.

Malta Net



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