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Cidades
17/07/2019 13:30:00

Sem transporte escolar, aulas no município de Atalaia são suspensas


Sem transporte escolar, aulas no município de Atalaia são suspensas

ais de 9 mil alunos de escolas e creches do município de Atalaia estão sem aulas. O retorno das atividades, que seria nessa segunda-feira (15), foi suspenso por causa das irregularidades nos coletivos, que foram detectadas numa inspeção do Ministério Público Estadual (MPE), realizada no mês passado.

Todos os 20 ônibus que prestavam o serviço de transporte escolar foram interditados. Alguns veículos tinham mais de 15 anos de uso e tinham defeitos na iluminação, não dispunham de faixas de identificação e não tinham a inspeção semestral em dia.

 

De acordo com o promotor de justiça de Atalaia, Bruno Baptista, nestas fiscalizações do MPE são verificados mais de 200 itens de segurança do veículo, que são fundamentais para que o transporte escolar seja permitido. Como exemplo, ele citou o cinto de segurança e outras peças que precisam estar em acordo com as normas técnicas. A inspeção do MPE constatou que os transportes nunca tinham passado por uma revisão.

A Promotoria de Atalaia pediu a suspensão de todas as aulas até que o problema seja resolvido e não haja prejuízo a quem mora na zona rural e urbana com o calendário anual. Foi dado um prazo até o fim deste mês de julho para que a Prefeitura do Município apresente a frota nova e com a revisão em dia. 

A Secretaria de Educação de Atalaia informou que seis coletivos já estão com a documentação em dia e os terceirizados estão em fase de conclusão do processo. No total, segundo o Município, 13 ônibus tiveram as peças trocadas e a previsão é de que os outros sete fiquem prontos até a próxima sexta-feira (19).

"As aulas estão previstas para começar no dia 29, mas as atividades nas escolas já podem iniciar na próxima segunda. Vamos discutir com a comunidade escolar se aplicaremos o sábado eletivo ou se esticaremos o calendário para janeiro, desde que o aluno não seja prejudicado no conteúdo nem na carga horária", afirmou Anilson Júnior, secretário de Educação.

Segundo ele garante, as revisões na frota serão feitas a cada seis meses e a prefeitura vai cobrar das empresas que prestam o serviço de transporte escolar que se enquadrem no controle de qualidade.

Gazetaweb



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