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Maceió
10/07/2019 12:30:00

Afundamento de bairros pode afetar trens urbanos em Maceió

Ferroviários temem paralisação de serviços se localidades forem evacuadas e também por riscos aos trabalhadores


Afundamento de bairros pode afetar trens urbanos em Maceió

epresentantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Alagoas (Sinfeal) estão apreensivos e inquietos com a possibilidade da paralisação das atividades na linha férrea, e mais ainda com os riscos que os trabalhadores e usuários dos Veículos Leves sobre Trilhos (Vlts) estão passando caso ocorra uma tragédia nos bairros do Mutange e Bebedouro onde a linha passa.

A apreensão dos trabalhadores iniciou desde a orientação da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) por meio do núcleo do Serviço Geológico do Brasil em evacuar áreas de risco dos Bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro após a divulgação do estudo geológico feito nas localidades para descobrir o que estava causando as rachaduras.

De acordo com o diretor-presidente do Sinfeal, Luciano Gama de Lira, existe a preocupação com essa situação. “Não existe nenhum projeto para a relocação da linha férrea ou da estação de Bebedouro. O sindicato está preocupado. Nosso entendimento é que pode ocorrer à paralisação das atividades e os trens não rodarem na região. E isso pode afetar aos trabalhadores de diretamente. Por isso, já estamos estudando uma forma de entrar com um processo contra a Braskem. Já conversamos com os responsáveis da CBTU [Companhia Brasileira de Trens Urbanos] no estado, pois, não dá para perdemos recursos. Já estamos com esse processo em andamento”, comenta.

Luciano conta também que já foi solicitado uma avaliação da área que os trens passam e cobrado para saber se deve ou não paralisar as atividades. “Já foi solicitado tanto pelo sindicato quanto pela CBTU essa avaliação, mas já informaram que não há necessidade de paralisação dos serviços. Porém, apesar de acreditarmos na estabilidade do terreno onde nossos trabalhos são executados, sabemos também que por lá as atividades funcionam há mais de 100 anos e passava muitos trens pesados – ou seja, com a situação desses 40 anos de serviços da Salgema [atual Braskem] pode ter ocorrido algo na área já que é bem próximo’’, avalia.

PROJETOS

A CBTU em Alagoas informou a reportagem através da assessoria de comunicação, que sobre a perspectiva da operação de trens na área lagunar, não existe projeto da unidade local. “Quanto ao problema do Mutange, a CBTU afirma que está monitorando diariamente o trecho entre Maceió e Bebedouro, naturalmente passando pelo Mutange, e que até agora não foi constatado nenhuma anormalidade.

SEM INFORMAÇÃO

Mesmo com o monitoramento de equipes da CBTU junto a Defesa Civil e demais órgãos os trabalhadores ficam com receio segundo informa os representantes do sindicato.

“Existem algumas possibilidades por isso a inquietação de todos. Uma é que se a atividade parar, os recursos da CBTU vai despencar e muitos trabalhadores poderão sofrer com isso. Outra, e acredito que muito grave é caso, o monitoramento  não constatar nada e tragédia acontecer. Tememos pela vida dos nossos trabalhadores como pela a vida dos usuários”, ressalta o vice-presidente do Sinfeal Manoel Raimundo.

Luciano e Raimundo comentam que já foram protocolados dois pedidos feitos pela entidade  e com apoio da CBTU sobre a paralisação. “Mas, foi constatado em vistoria que não é necessário nesse momento paralisar ou mover os trens que passam pela região”.

A reportagem entrou em contato com a CPRM para detalhar melhor a real situação do bairro, e questionar se com as atividades da linha férrea – com os Vlts passando diariamente a situação podia agravar a instabilidade do solo. Mas, o órgão ressaltou que não pode responder essas questões. “Tudo o que estiver além dos estudos deve ser respondido pela Defesa Civil ou prefeitura’’.

Já a prefeitura, via Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) que tinha projetos envolvendo a linha férrea se limitou a dizer que está à espera dos recursos para execução das obras. Mas, informou que com o surgimento da movimentação do solo no bairro do Mutange, qualquer intervenção na região fica impossibilitada de ser realizada

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França



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