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Brasil
27/06/2019 00:00:00

'Epidemia dramática' de dengue atinge Sudeste e Centro-Oeste


'Epidemia dramática' de dengue atinge Sudeste e Centro-Oeste
Ilustração

O Brasil enfrenta uma epidemia dramática de casos de dengue no Sudeste e no Centro-Oeste, de acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Números divulgados pelo Ministério da Saúde nesta semana acenderam o alerta para os riscos oferecidos neste ano pelo mosquito Aedes aegypti, responsável também pela transmissão do vírus da zika e chikungunya.

De janeiro a 9 de junho deste ano, já foram registrados mais de 1,127 milhão de casos prováveis de dengue no País. Foi um aumento 560,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 170.628 casos.

Além do aumento de casos confirmados, que chega a 596,38 mil entre os brasileiros, preocupa a quantidade de mortes em decorrência da doença que mais que dobraram. Houve um aumento de 163% em relação a 2018, passando de 139 para 366 mortes.

De acordo com o infectologista Kléber Luz, diretor da SBI, essa epidemia se deve, sobretudo, à falta de controle e combate ao mosquito.

“A gente acompanha o aumento de casos da dengue em toda a América Latina, mas os números do Brasil estão acima do esperado. Vivemos uma epidemia dramática no País, principalmente no Sudeste e no Centro-Oeste”, explicou o especialista em entrevista ao HuffPost .

As regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentam as maiores taxas de ocorrência. Estados como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, no Sudeste, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste, e Tocantins e Acre, no Norte, estão entre os mais afetados.

Aumento dos casos de chikungunya e zika

Até o início de junho, foram registrados 65.826 casos de chikungunya no Brasil. Houve um aumento de 7% em relação a 2018 e, até agora, já foram confirmadas 15 mortes em decorrência da doença.

Também aumentou a incidência de zika no País, com 6.526 casos registrados. No ano passado, a taxa foi de 5.098 ocorrências.

“O problema de a zika voltar a circular é que a gente só vai ter a dimensão das consequências a longo prazo. Podemos regredir no controle e amparo aos casos de microcefalia, por exemplo”, pontua Kleber Luz.

Combate ao Aedes aegypti

Para o porta-voz da Sociedade Brasileira de Infectologia é preciso tomar medidas imediatas de combate e prevenção ao mosquito. A principal delas deve ser a visita dos agentes sanitários de endemias às residências das regiões mais afetadas.

″É preciso fazer a inspeção e educar a população sobre os focos de reprodução do mosquito. Precisa ser um trabalho urgente e contínuo”, defende o especialista.

O Ministério da Saúde afirmou que as ações de combate ao Aedes aegypti são realizadas em conjunto com estados e municípios. 

Especificamente, o controle das visitas dos agentes de endemia para eliminação dos criadouros é de responsabilidade das secretarias municipais de Saúde. No entanto, todas as ações são monitoradas pela pasta, afirma o ministério.

https://www.huffpostbrasil.com/



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