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Greve
24/06/2019 00:00:00

Donos de empresas que querem reduzir salários de jornalistas são políticos conhecidos

Segundo o Sindjornal, o senador Fernando Collor de Mello é quem encabeça a lista que tem Rui Palmeira e José Thomaz Nonô


Donos de empresas que querem reduzir salários de jornalistas são políticos conhecidos
Jornalistas TRT

Sindicato dos Jornalistas denuncia que por trás dos prepostos das empresas de comunicação estão os reais mentores da insidiosa campanha por redução de salários. Eles não costumam aparecer publicamente para tratar de assuntos relacionados a elas, inclusive para não se desgastar publicamente. Mas são os grandes arquitetos da tentativa de reduzir os salários dos jornalistas alagoanos.

Segundo o Sindjornal, o senador Fernando Collor de Mello é quem encabeça a lista. É ele quem comanda a Organização Arnon de Melo e, por mais que se diga afastado das empresas por incompatibilidade com o mandato que exerce, vai às empresas com frequência e toma decisões. Ou o faz remotamente.

É o que dizem ocorrer agora. Em férias e passeando pelo mundo, Collor estaria apenas se inteirando de informações sobre a manobra pretendida, e na prática concentrando suas atenções mais com os processos judiciais que está às voltas na Operação Lava Jato.

O sindicato aponta ainda responsabilidade do prefeito Rui Palmeira, cuja família é acionista da TV Pajuçara, do grupo PSCom. A ele se somaria também seu secretário municipal de saúde, José Thomáz Nonô. Ambos estariam também por trás das pretensões de redução salarial dos jornalista.

Em menor proporção vem o Sistema Opinião, que administra a TV Ponta Verde e o portal OP9, e tem ligações empresariais dieta com um plano de saúde e atendimentos.

Sindicalistas defendem a proposta de tornar pública a relação entre os políticos-donos das empresas, a forma como se relacionam com seus empregados e o pouco caso que fazem com a qualidade do trabalho. Para tanto vão recorrer a faixas e cartazes, num primeiro momento. Posteriormente há proposta de levar informações completas ao Congresso Nacional.

Uma comissão de jornalistas levaria aos senadores e deputados todas as denúncias recolhidas contra esses patrões-políticos. Painéis seriam instalados em pontos estratégicos, tanto em Maceió como em Brasília.

Há também outra proposta sendo cogitada: promover um amplo acampamento, com apoio dos movimento sociais, na porta das luxuosas residências desses patrões-políticos, até que reconsiderem a ideia da reduzir salários de quem já recebe pouco. O transcorrer do movimento, que prevê greve geral a partir desta terça-feira (25), dirá como as propostas serão debatidas e colocadas em prática.

Fonte: Tribuna Hoje / Redação



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