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Brasil
23/06/2019 20:00:00

Brasil está entre os países mais desonestos do mundo, diz pesquisa


Brasil está entre os países mais desonestos do mundo, diz pesquisa
Ilustração

Se você encontrasse uma carteira cheia de dinheiro no meio da rua, o que você faria? Uma pesquisa (íntegra) realizada por universidades dos EUA e da Suíça, publicada pela revista Science, distribuiu 17.303 carteiras em 355 cidades pelo mundo –com ou sem dinheiro. O objetivo? Medir a honestidade cívica das pessoas.

O resultado elegeu a Suíça como o país mais honesto e a China, o mais desonesto. O Brasil ficou em 26º lugar. Na frente do território brasileiro estão a Argentina (18º), Portugal (20º), EUA (21º), Reino Unido (22º) e Chile (25º). Eis tabela completa:

O estudo foi realizado ao longo de 3 anos. As carteiras, tinham, além de dinheiro (quantia de acordo com o poder de compra do país respectivo), cartões identificados com nome, profissão e e-mail em parte externa, além de uma chave e lista de compras.

O material das carteiras era transparente, sem que fosse necessário abrí-la para ver os dados do dono© Reprodução O material das carteiras era transparente, sem que fosse necessário abrí-la para ver os dados do dono

Em todos os casos em que as pessoas entravam em contato para devolvê-las, eram enviadas mensagens agradecendo o esforço e dizendo para que o dinheiro fosse doado para instituições de caridade ou que ficasse para a pessoa.

As principais conclusões foram:

  • Quanto mais dinheiro nas carteiras, maior o número de devoluções;
  • Mais comum devolverem carteiras com dinheiro (51% dos casos) do que sem dinheiro (40% dos casos)
  • A taxa de devolução elevou para 72% contra 61% nos  nos países EUA, Reino Unido e Polônia quando os valores subiram;
  • Os motivos para devolução de carteiras com mais dinheiro são: preocupações a imagem de ladrão e por considerar o objeto valioso para o proprietário por conta da chave;
  • Haviam mais tentativas de  devoluções em lugares com menor nível de corrupção, como em países escandinavos.

Assinada pelos representantes Alain Cohn, da Universidade de Michigan (EUA); Michel Maréchal, da Universidade de Zurique (Suíça) e Christian Zünd, da Universidade de Utah (EUA), a pesquisa relacionou a honestidade cívica à incentivos materiais, ou seja, à medida que o valor monetário aumenta, o fator desonestidade cresce.

O altruísmo também foi avaliado como diretamente proporcional à desonestidade. Para o estudo, a preocupação com o próximo normalmente é menor do que com a própria.

“O interesse próprio praticamente sempre domina as preocupações pelo bem-estar dos outros” 

No Brasil

As cidades brasileiras Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, São Paulo e Manaus receberam ao todo 400 carteiras. O número de devoluções ficou próximo da média mundial.

MSN



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