17/07/2019 17:34:46

Justiça
18/06/2019 07:30:00

TJ/AL muda para Maceió o julgamento de assassinos do soldado Ivaldo

Militar foi executado em Porto de Pedras, em praça pública, em dezembro de 2013


TJ/AL muda para Maceió o julgamento de assassinos do soldado Ivaldo
Local do crime do policial

O pedido do promotor de Justiça, Ary Lages, titular da Promotoria de Justiça de Passo de Camaragibe, para o desaforamento, deslocamento de uma comarca para outra, do júri contra os assassinos do soldado Ivaldo da Silva, foi deferido, por unanimidade de votos, pela Câmara Crimimal do Tribunal de Justiça (TJ/AL).

O soldado foi executado em Porto de Pedras, em praça pública, em dezembro de 2013. Mas, mesmo que ainda sem data definida, o julgamento ocorrerá em Maceió.

Os elementos que convenceram os desembargadores a avalizarem a petição foi o fato de ter sido um crime bárbaro, envolvendo quatro réus de alta periculosidade em uma cidade sem estrutura, júri que poderia ter imparcialidade do conselho de sentença prejudicada. Para o promotor de Justiça, isso foi um ganho “extraordinário” para o Ministério Público.

“Estamos tratando de indivíduos perigosos que tentaram roubar o cofre de um banco, ousadamente invadiram a unidade militar para roubar armas, coletes e munições, arrastaram o soldado para a praça e friamente executaram, deixando ferido também um sargento. Não temos como comportar um júri desse porte em Passo do Camaragibe”. Ary Lages, promotor do MPE/AL.

Os réus são acusados de sete crimes: homicídio, tentativa de homicídio, roubo majorado, associação criminosa, porte ilegal de arma, tentativa de furto e cárcere privado. Durante o júri serão ouvidas 10 testemunhas, o que deve estender o processo, no mínimo, por dois dias, segundo previsão do representante ministerial.

Na decisão judicial, é colocada com clareza a postura dos desembargadores da Câmara Criminal, já que o comum é o réu ser julgado na Comarca onde ocorreu a ação criminosa.

O Crime

Na madrugada do dia 9 de dezembro de 2013, o soldado Ivaldo da Silva, 31 anos, estava de serviço no Grupamento de Polícia Militar, de Porto de Pedras, quando a unidade foi invadida por uma quadrilha com a pretensão de roubar armas, munição e coletes. Na saída, o bando arrastou o policial militar para a praça executando-o com vários tiros.

O sargento José Luiz Veríssimo, também foi avistado pelos crimimosos e ferido. Em seguida os marginais, que haviam tentado roubar o cofre do Banco Bradesco, sem êxito, dividiram-se em duas caminhonetes (Hilux e Amarok) e fugiram. O crime brutal revoltou toda a tropa, bem como chocou a sociedade alagoana pela ousadia e crueldade.

éassim



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