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Alagoas
04/06/2019 13:30:00

Governo monta plano para manter Braskem em AL


Governo monta plano para manter Braskem em AL
Ilustração

A Braskem tem em Alagoas duas unidades industriais, que podem representar mais de 5% do PIB do Estado. A cadeia da química e do plástico, responde por até 10% da economia alagoana.

Com ou sem mineração de sal-gema, o governo de Alagoas vai trabalhar para manter as unidades da Braskem em operação no Estado. São duas grandes fábricas. A indústria de Cloro e Soda, instalada em Maceió, fornece produtos essenciais para a fábrica de PVC, que funciona no polo de Marechal Deodoro.

As duas indústrias da Braskem são responsáveis pela produção de matéria-prima e insumos para toda a Cadeia Produtiva da Química e do Plástico (CPQP) de Alagoas. São mais de 80 empresas e até 20 mil empregos diretos e indiretos pelas estimativas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).

Até o momento, nem o governo do Estado, nem as entidades que presentam a CPQP apresentaram dados atualizados sobre um eventual impacto do encerramento da operação da Braskem em Alagoas.

A planta de Cloro e Soda, em Maceió, paralisou sua operação desde 9 de maio, quando a mineração de sal-gema (utilizada na fabricação de cloro e soda) foi suspensa.

Se a indústria continuar fora de operação deve começar a atingir todas as empresas da CPQP já a partir das próximas semanas. A informação mais consistente é de que só existiria estoque para a produção de PVC por mais dois meses, no máximo.

Enquanto a Braskem e as autoridades (federais, estaduais e municipais) lidam com a situação dos bairros atingidos pela mineração de sal-gema, a Sedetur deve colocar em execução nos próximos dias um plano para tentar retomar a operação da empresa no Estado.

No começo da próxima semana, o secretário Rafael Brito participa de reunião como presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra e representantes da CPQP.

O objetivo, adianta, é assegurar o suprimento de matérias-primas para a unidade de cloro e soda. O governo analisa a possibilidade de dar incentivos que compensem uma eventual importação de sal-gema de outros Estados ou de outros países.

“A ideia é criar uma solução em conjunto com as empresas do setor, mas precisa ser uma solução que a sociedade aceite”, pondera Rafael Brito.

O secretário avalia que do ponto de vista econômico, a empresa não terá necessidades de sair de Alagoas. “Nosso Estado tem condições extremamente competitivas para a Braskem e as outras empresas do setor químico e plástico”, aponta.

Jornal de Alagoas



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