25/06/2019 18:46:52

Alagoas
08/05/2019 12:10:00

Laudo aponta que instabilidade no Pinheiro é proveniente da extração de sal-gema

Danos na superfície são agravados pelos efeitos erosivos pelo acúmulo de água na região


Laudo aponta que instabilidade no Pinheiro é proveniente da extração de sal-gema
Coletiva referente ao Pinheiro

instabilidade do solo nos bairros do Pinheiro, Bebedouro e Mutange, em Maceió, foi provocada pela extração de sal-gema. É o que mostra o relatório da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM - Serviço Geológico do Brasil), divulgado durante audiência pública, na manhã desta quarta-feira (8), no auditório da Justiça Federal.

O Serviço Geológico divulgou que o relatório é conclusivo e aponta que está ocorrendo a desestabilização das cavidades provenientes da extração de sal-gema, provocando um fenômeno chamado halocinese (movimentação do sal) e criando uma situação dinâmica com reativação de estruturas geológicas antigas, subsidência (afundamento) do terreno e deformações rúpteis na superfície (trincas no solo e nas edificações em parte dos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro.

De acordo com o documento, os danos em superfície são agravados pelos efeitos erosivos provocados pelo aumento da infiltração da água de chuva em fraturas/falhas preexistentes, bem como por novas fraturas produzidas pelo afundamento. Este processo erosivo é acelerado pela existência de áreas de alagamento e a falta de uma rede de drenagem pluvial e de saneamento básico adequados.

A divulgação do laudo técnico foi apresentada pelo assessor de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM, Thales Queiroz Sampaio. Ele disse que, pelo menos, há 10 anos a região do Pinheiro vem sofrendo com a instabilidade no solo, problema que se agravou a partir de maio de 2017. O bairro vem se movimentando desde então.

Os técnicos descartaram, de início, duas possibilidades para que o problema acontecesse naquela região: características geotécnicas no bairro com ocupação desordenada. No caso da primeira, Thales informou que o Pinheiro não foi ocupado de forma ordenada, não tem saneamento básico e nem drenagem, mas nada disso explica o que está acontecendo lá. 

Segundo ele, um professor da Ufal fez vários trabalhos para segurar algumas edificações e isso não resolveu o problema. "Não pode ser associada ao processo de subsidência, inclusive. O bairro assume um caráter importante devido aos fortes efeitos erosivos provocados pelo aumento e rapidez da infiltração de chuva".

Outra hipótese descartada foi a extração de água subterrânea na localidade. De acordo com o laudo, o Pinheiro nunca esteve numa área crítica que pudesse ser considerada superexploração de água. "Mas o aquífero do Pinheiro suporta essa exportação de água. Tantos os níveis estáticos quantos os dinâmicos estão se recuperando desde que houve essa providência de diminuir a exportação de água em Maceió", explicou o técnico. 

Gazetaweb

 

 
 
 
 
 
 


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