25/06/2019 18:48:58

Especial
07/05/2019 10:30:00

Funcionários de clínica de dependentes químicos protestam contra falta de verba

Local estaria sem receber dinheiro há oito meses; SMS diz que instituição realiza cobrança indevida


Funcionários de clínica de dependentes químicos protestam contra falta de verba
Ilustração

uncionários de uma clínica de reabilitação de dependentes químicos situada em Satuba fecharam, na manhã desta segunda-feira (6), um cruzamento próximo à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no Centro. Segundo eles, a unidade está sem receber dinheiro do poder público há oito meses. Após uma negociação em que conseguiram uma reunião com o Município, nesta terça (7), os funcionários encerraram o protesto. 

Atualmente, os funcionários cuidam de 35 jovens de 12 a 17 anos, sendo 20 enviados pela 28ª Vara da Infância e Juventude e outros 14 pela SMS. "A Secretaria de Saúde rasga o ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], pois diz que a criança tem primazia, mas não tem. Elas têm a primazia só no papel; na prática, não. Acabei de rasgar o ECA aqui porque é isso também que ela faz, violando o Estatuto", desabafou o pastor Márcio, responsável pela clínica.

 

O pastor disse ter descoberto que o Município não fez licitação para a contratação da clínica. "Todas as clínicas que operam junto à Secretaria estão irregulares. Eu presto serviço e não tenho contrato de prestação de serviço, só tenho meu nome cadastrado aí. O que eles estão fazendo é negligenciar o direito dessas crianças quando não pagam aos funcionários. Queremos o pagamento do que é devido, e não, nenhum favor". 

Segundo o pastor, também não há o credenciamento das clínicas. Ele achou que a dele estava devidamente cadastrada e, depois, descobriu que não. "É um faz de conta. Você tem um lugarzinho que presta esse serviço, coloca seu nome aqui na secretaria e eles vão pagando. A maioria é indicação política e isso é uma vergonha, tem que acabar", destacou, acrescentando que a unidade não recebe dinheiro do Município há oito meses. 

 

Policiais militares tentam negociação com funcionários de clínica

FOTO: LARISSA BASTOS

 

 

 

Questionado sobre alguma resposta da secretaria, o pastor afirmou que já tentou falar com o secretário, mas nada resolvido. "Pedi que ele fosse à minha clínica para ver o serviço prestado, mas não adianta. Ficam dizendo que vão resolver e não resolvem". 

O protesto contou com dezenas de funcionários, que atearam fogo em pneus e fecharam o cruzamento próximo à Secretaria. Após uma diálogo com policiais militares, a pista foi liberada e o protesto encerrado. Nesta terça, haverá uma reunião entre o secretário e o pastor, para decidir o que será feito em prol da clínica.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da SMS para um posicionamento. Em nota, o órgão informou que a clínica realiza uma cobrança indevida, porque se trata da cobrança de um processo que ainda não foi instruído na Justiça. "Todos os processos que passaram pelos trâmites corretos foram pagos e todos os pagamentos aos prestadores de serviço do município de Maceió estão em dia. O secretario Municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, está aberto ao diálogo". 

Guarnição da Força-Tarefa esteve no local do protesto, no Centro 

FOTO: LARISSA BASTOS
 
Gazetaweb


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