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Economia
03/05/2019 10:00:00

Governo prepara pacote de ações para tentar afastar sensação de estagnação econômica

Entre as medidas que estão em estudo pela equipe econômica de Jair Bolsonaro estão liberação de crédito para fazer a roda da economia girar e criação da hipoteca reversa.


Governo prepara pacote de ações para tentar afastar sensação de estagnação econômica
Presidente Bolsonaro

Depois de o presidente Jair Bolsonaro admitir, em seu pronunciamento do Dia do Trabalho, "dificuldades naturais" neste início de mandato, a equipe presidencial avalia que o governo precisa reagir nos próximos meses para começar a reverter os dados negativos divulgados até agora, como crescimento mais fraco e desemprego em alta.

Segundo relato de assessores presidenciais ao blog, a fala do presidente reflete uma discussão interna do governo sobre a necessidade de se adotar medidas concretas imediatas para tirar o país da sensação de estagnação. A equipe econômica já está elaborando algumas ações neste sentido e a ideia é lançá-las nas próximas semanas.

Uma parte das medidas vai se concentrar no setor de crédito, diante da avaliação de que empresas e pessoas físicas estão enfrentando dificuldades para tomar novos empréstimos e fazer a economia girar.

Um das medidas em ação é a hipoteca reversa, na qual uma pessoa ou empresa dá seu imóvel como garantia a um banco e, em contrapartida, vai recebendo parcelas mensais de desembolsos. Ao final, o empréstimo é pago ou o imóvel é transferido para a instituição financeira.

Interlocutores do presidente destacam que o governo precisa, também, rever algumas decisões tomadas neste início de mandato, de paralisar alguns programas e ações, o que estaria prejudicando alguns setores da economia. Entre eles o da construção civil, com o atraso nos pagamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida.

"O governo decidiu suspender vários convênios e programas, mas muitos deles poderiam continuar enquanto é feita uma reavaliação", disse ao blog um assessor presidencial.

Em seu pronunciamento em homenagem ao Dia do Trabalho, Bolsonaro não falou de desemprego, mas reconheceu as dificuldades deste início de mandato. Ele disse que o "caminho é longo" e que sabe que, unidos, "ultrapassaremos essas dificuldades, que são naturais nas transições de governo".

Em sua fala, o presidente preferiu dedicar maior tempo à medida provisória da Liberdade Econômica, lançada nesta semana para tentar gerar uma agenda positiva. O pronunciamento refletiu avaliação interna do governo, que reconhece estar enfrentando mais dificuldades do que o imaginado e que precisa começar apresentar resultados concretos para evitar uma piora de sua avaliação.

G1



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