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Alagoas
18/04/2019 18:08:00

Caminhoneiros de Alagoas reprovam pacote de Bolsonaro para os profissionais

"É mais dívida para o profissional pagar depois", afirma presidente do sindicato da categoria no estado


Caminhoneiros de Alagoas reprovam pacote de Bolsonaro para os profissionais
Ilustração

pacote de benesses anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro para tentar conter a insatisfação dos caminhoneiros parece que não agradou a categoria. O governo anunciou a liberação de R$ 2 bilhões ao orçamento do Ministério da Infraestrutura - para expansão e duplicação de rodovias federais - e linha de crédito de R$ 30 mil para autônomos, mas não informou as taxas de juros, o prazo de pagamento nem quando o crédito será liberado.

Os caminhoneiros já falam em paralisação em 21 de maio, deixando o governo em alerta para um possível cenário semelhante ao de maio do ano passado, quando uma mega paralisação da categoria levou ao desabastecimento da maioria das cidades Brasil afora. A insatisfação já começa a pipocar em grupos de WhatsApp que reúne caminhoneiros e pode se converter em bloqueios de rodovias federais.

 

"O pacote divulgado pelo governo não resolve o nosso problema. É mais dívida para o profissional pagar depois", avalia o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens no Estado de Alagoas (Sindicam-AL), Valdir Kummer, ao se referir principalmente ao crédito de R$ 30 mil para os caminhoneiros autônomos. "Inclusive, muitos não têm condições de acessar esse crédito porque estão com o nome negativado. O que a gente queria mesmo era trabalhar e ter o retorno do próprio trabalho", completa.

Para ter essa 'condição de trabalho' dita acima pelo presidente do Sindicam-AL, a principal reivindicação dos caminhoneiros é quanto a tabela de frete e uma solução para o aumento do custo do diesel - medidas que, segundo eles, terão reflexo mais direto no bolso.

Ivar Luiz Schmidt, representante do Comando Nacional dos Transportes (CNT), acha que as medidas mais provocam rebelião entre os motoristas do que ajudam o setor. Schmidt afirma, em entrevista ao Estadão, que o governo poderia resolver a situação dos caminhoneiros apenas se colocasse em prática a jornada de trabalho, existente desde 2012. "Se houvesse fiscalização nas estradas pela Polícia Rodoviária Federal, em 30 dias os problemas estariam resolvidos", afirma ele ao jornal.

Gazetaweb



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