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Justiça
06/04/2019 07:00:00

Advogados de médico acusado de crime sexual entram com pedido de habeas corpus


Advogados de médico acusado de crime sexual entram com pedido de habeas corpus

Conforme haviam prometido na última quarta-feira, os advogados do médico Adriano Antônio da Silva Pedrosa, preso desde o último dia 29 sob acusação de violentar pacientes, entraram na Justiça com um pedido de habeas corpus para tirá-lo da prisão. O pedido só deve ser julgado na próxima semana.

Adriano Antônio da Silva Pedrosa segue preso em uma cela especial do presídio Baldomero Cavalcante.

Em entrevista na última quarta-feira, o advogado Raimundo Palmeira, que compõe o grupo de advogados de defesa do médico, destacou que a defesa se basearia na ausência de pressupostos, que são elementos suficientes indiciários de autoria.

"A lei prevê que a prisão preventiva é decretada para garantir a ordem pública, por conveniência da instituição criminal, ou a ordem econômica, e garantia da aplicação da lei penal. Mas ela parte do princípio que é preciso que haja indícios suficientes de autoria”, declarou.

“O prejuízo por conta da liberdade seria para uma destruição de provas ou prática de crimes, o que não é o caso do Doutor Adriano”, completou Palmeira.

Ainda segundo ele, Pedrosa declarou não se recordar do rosto das pessoas que o denunciaram e afirmou que a porta da sala onde faz atendimento fica "encostada".

O caso

De acordo com o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), o crime praticado por ele tinha sempre o mesmo modo de agir: a vítima era despida dentro da unidade de saúde – mesmo não tendo procurado socorro para reclamar de quaisquer problemas ginecológicos – e, após vestir uma luva em suas mãos, o médico molestava as pacientes sob o pretexto de investigar se elas estavam ou não com alguma doença nos órgãos genitais.

A má conduta de Pedrosa, ainda de acordo com o Ministério Público, tem sido reiterada e três mulheres o denunciaram. E foram essas acusações que serviram de base para o MPE/AL ajuizar uma ação penal contra esse profissional da área de saúde, além de pedir a sua prisão. O processo corre em segredo de Justiça.

O Conselho Regional de Medina do Estado (CRM) vai instaurar sindicância para apurar denúncia contra médico. O presidente do órgão destacou que as vítimas devem comparecer à sede do conselho, em Maceió, para formalizar a denúncia.

A defesa dele não tem ciência se as pessoas que denunciaram o médico procuraram o CRM para buscar a suspensão do exercício de medicina por ele.

TNH1



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