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Polícia
24/03/2019 01:00:00

Atuação do Grupamento Aéreo reforça ações estratégicas da Segurança Pública em Alagoas

Setenta profissionais em aeronaves contribuem para sucesso de ações policiais, socorros e resgates, além de agilizar atendimentos de saúde


Atuação do Grupamento Aéreo reforça ações estratégicas da Segurança Pública em Alagoas
Texto de Amélia Sandes

Um feixe de luz vindo do céu observa as noites nos bairros e cidades de Alagoas numa rotina de patrulhamento que começou há quatro anos. Durante o dia, policiais, bombeiros, médicos e enfermeiros podem cruzar o espaço aéreo alagoano em salvamento de pessoas enfermas e feridas, atuar em busca de pessoas e veículos desaparecidos, transportar a tropa, ou atuar em perseguições e operações policiais. São fatos diferentes que envolvem as cinco aeronaves da Chefia Especial Aérea da Segurança Pública (Caesp).

As estatísticas da Chefia Aérea mostram que, de janeiro de 2015 até a metade do mês de março deste ano, as aeronaves participaram ativamente de diversas ações de Segurança Pública e seus órgãos integrados. Como resultados, foram feitos 792 voos que auxiliaram prisões, outros 356 que contribuíram para apreensões de armas de fogo e de drogas; as aeronaves também colaboraram na recuperação de 171 veículos e fizeram 768 transportes aeromédicos e resgates.

A denominação Falcão batiza os helicópteros e define as funções principais de cada um. Com destaques para o Falcão 02, que tem farol de busca e faz patrulhamento com voos noturnos; o Falcão 04, com base em Arapiraca para atender todo o Agreste e Sertão alagoano; e o Falcão 05, dotado com equipe e material especializados para transporte aeromédico.


Aeronaves vem desde 2015 auxiliando ações de combate ao crime em Alagoas (Foto: Grupamento Aéreo)

“A população é beneficiada com uma equipe de Grupamento Aéreo composta por 70 pessoas entre policiais militares, bombeiros militares e policiais civis. As aeronaves decolam para atuar em resgate, tanto em terra quanto no mar, busca por cadáver, fazendo transportes aeromédicos, em perseguição policial, busca por pessoas sequestradas e tantas outras missões que forem necessárias”, destaca o major Diego Mendonça, comandante do Grupamento Aéreo.

Socorro

Um desses atendimentos ocorreu no dia 16 de março. Era um sábado propício para a prática de esportes e equipes da modalidade esportiva conhecida por trekking estavam numa área do município de Paripueira quando os participantes foram violentamente atacados por abelhas. O socorro foi acionado e a aeronave da SSP foi enviada para socorrer os feridos. “Quando o helicóptero chegou, vi que estávamos seguros”, lembra Maxsuel Borges, um dos participantes do esporte. Ele foi um dos picados pelas abelhas e conseguiu concluir a prova. Outros companheiros viveram momentos de terror.

“A cena foi horrível! Houve muita gritaria e uma das participantes estava toda tomada por abelhas quando dois companheiros foram socorrê-la. Um deles é alérgico às picadas e também foi gravemente atacado enquanto a ajudava”, lembra Maxsuel. O atleta disse que a aeronave fez o socorro e procurou por outras possíveis vítimas. “A equipe foi muito ágil. Chegou em pouco tempo e ainda voou baixo tentando localizar outras pessoas que precisassem de socorro”, lembrou.

Aeronave atuou durante salvamento de atletas em Paripueira (Foto: Grupamento Aéreo)

O serviço de resgate é feito pela Falcão 05. Um acordo de cooperação técnica com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), via Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) possibilita que Segurança Pública e Samu trabalhem em conjunto. A Sesau cede médicos e enfermeiros e os pilotos e tripulantes socorristas de resgate são cedidos pela SSP.

Além de ocorrências de resgate, busca e salvamento, o transporte aeromédico faz transferência inter-hospitalar de pacientes. O acionamento das aeronaves é feito pelo serviço de emergência do Estado como a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e Samu.

Transporte de cães

Recentemente, os cães farejadores do Corpo de Bombeiros iniciaram o treinamento para se adaptarem ao transporte aéreo. Segundo o coordenador do Serviço de Cães da corporação, major Roberto Wanderley, a adaptação dos animais é fundamental para que possam ter tranquilidade em ocorrências onde seja preciso utilizar aeronave.


Cães do Corpo de Bombeiros conhecem aeronaves (Foto: Grupamento Aéreo)

“Como voar de helicóptero é uma situação nova para os cães, se não levarmos com antecedência para conhecerem as aeronaves e se adaptarem, eles não aceitarão entrar na máquina numa ocorrência real, porque o barulho é muito grande. Então, o treinamento é feito fazendo-os subir no helicóptero desligado, depois eles observam de longe a aeronave ligada para irem se acostumando”, explicou.

Os cães precisam conhecer o serviço aéreo porque é a forma mais rápida de chegar a todo o Estado. Os animais são importantes em situações onde seja preciso farejar pessoas desaparecidas em ocorrências de difícil acesso, fatos que exigem rapidez no atendimento e socorro. “O serviço aéreo é o que chega mais rápido em todos os pontos do Estado. Como ainda não temos cães no Interior, é a melhor forma de levar os cachorros até o local onde eles irão farejar”, concluiu o major.

Agência Alagoas



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