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Alagoas
21/03/2019 14:30:00

Atraso no repasse do Fecoep deixa comunidades terapêuticas de AL no prejuízo


Atraso no repasse do Fecoep deixa comunidades terapêuticas de AL no prejuízo

O atraso no repasse de recursos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) tem gerado prejuízos para as comunidades terapêuticas de Alagoas que dependem do dinheiro para continuar desenvolvendo seus trabalhos. O Cada Minuto recebeu denúncias de que além da falta de repasse, os funcionários de algumas comunidades estão sem receber há quase três meses e a alimentação para os acolhidos está acabando.

Um funcionário de uma comunidade terapêutica disse que o gestor precisou tirar dinheiro do próprio bolso para efetuar o pagamento dos servidores.

“Se ele não fizesse isso não teríamos recebido o nosso salário. A situação está precária”, disse o funcionário.

Em outra comunidade terapêutica localizada no interior de Alagoas, o cenário ainda é mais grave já que os funcionários estão sem receber desde janeiro e a alimentação dos acolhidos está acabando.

“Esse atraso não só tem prejudicado os funcionários, mas também os acolhidos pelas comunidades já que sem dinheiro, falta comida e começa a ficar inviável trabalhar desse jeito”, afirmou um denunciante.

A falta de pagamento foi denunciada pelo deputado estadual Dudu Ronalsa (PSDB) recentemente na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). O deputado fez uma indicação na Casa para que o Governo preste informações e regularize o repasse do Fecoep.

Na justificativa, Dudu afirmou que o Fecoep repassa à Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev) aproximadamente 16,5 milhões para manutenção da Rede Acolhe. Segundo o deputado, são 750 acolhidos em todo estado.

“Ocorre que, desde o final de 2018, a Seprev não paga nenhuma parcela dos contratos atinentes às comunidades terapêuticas, sob a alegação de que os membros do Conselho Consultivo de Políticas Públicas ainda não se reuniram e, portanto, não destinaram o recurso da Fecoep à Seprev”, colocou o deputado na indicação protocolada na ALE.

Em nota, a Seprev informou que está aguardando a realização da primeira reunião do ano do Conselho do Fundo Estadual de Erradicação e Combate à Pobreza (Fecoep) para aprovação do projeto Rede Acolhe.

Logo após aprovação do projeto por parte dos membros do Fecoep, o que está previsto para acontecer até o final deste mês, o repasse dos recursos para as comunidades será regularizado de forma integral, conforme disse a Seprev em nota.

A Seprev reforçou que o projeto prevê o repasse de recursos do fundo para a continuidade das ações de prevenção, acolhimento e reinserção social. “Dentro desta tríplice da Política sobre Drogas também está incluído os repasses dos valores, de janeiro a dezembro, para realização do acolhimento de dependentes químicos por parte das 36 comunidades acolhedoras credenciadas a Rede Acolhe”, afirmou a secretaria.

Por fim, a secretaria disse que os repasses dos recursos são feitos mediante registro do dependente químico acolhido no sistema biométrico e os valores são referentes ao período de acolhimento.



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