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Comportamento
20/03/2019 14:00:00

Com que idade a gente se sente com 65 anos?


Com que idade a gente se sente com 65 anos?

Você ainda está na casa dos 50, mas já se sente acabado? Ou passou dos 70 conservando a mesma energia de uma década atrás? Estudodivulgado no começo do mês mostra como indivíduos de diferentes países podem ser classificados em relação à sua saúde. A questão proposta pelos pesquisadores era descobrir com que idade uma pessoa se sente com 65 anos e o resultado do trabalho indicou uma variação de até 30 anos, dependendo de onde se nasce. No Japão e na Suíça, por exemplo, foi encontrada a relação mais favorável: na média, os idosos de 76 anos têm uma saúde equivalente à de quem tem 65, ou seja, é como se fossem 11 anos mais jovens do que consta em suas certidões de nascimento.

Estudo mostra como indivíduos de diferentes países podem ser classificados em relação à sua saúde — Foto: By Kyle Lease from Mexico / https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=19094788

A França praticamente empata, enquanto, nos Estados Unidos, a diferença é de apenas três anos: um indivíduo de 68.5 tem o perfil de um de 65. No entanto, na Papua Nova Guiné, aos 46 anos as pessoas apresentam problemas compatíveis com quem tem 65, isto é, quase 20 anos a mais. Igualmente na lanterna estão as Ilhas Marshall, que também ficam na Oceania, e o Afeganistão: em ambos, quem tem 51 apresenta um perfil de 65. O trabalho, o primeiro com este tipo de abordagem, foi publicado na “The Lancet Public Health”. Os pesquisadores utilizaram os dados do Global Burden of Diseasesrelativos a 195 países, entre 1990 e 2017. Esse é um levantamento que computa todo tipo de fator de risco que leva a uma morte prematura ou a alguma incapacidade – por isso é chamado de índice do peso das doenças para cada nação. Para fazer um recorte que abrangesse apenas os idosos, eles analisaram 92 condições relacionadas ao envelhecimento.

Para a doutora Angela Chang, coordenadora do estudo e membro do Center for Health Trends and Forecasts da Universidade de Washington, que estuda tendências no campo da saúde, uma disparidade tão grande é um sinal de alerta: “o aumento da expectativa de vida pode ser uma oportunidade ou uma ameaça, dependendo dos serviços disponíveis para a população. Governos e lideranças políticas deveriam se mobilizar para evitar que as pessoas sofressem com os efeitos negativos do envelhecimento”.

Globo com



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