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Alagoas
14/03/2019 14:00:00

Temos as armas contra o câncer cervical, mas elas não chegam para todas


Temos as armas contra o câncer cervical, mas elas não chegam para todas

O câncer de colo de útero é o segundo tipo de câncer que mais afeta as mulheres que vivem nas regiões em desenvolvimento. Em 2018, matou 311 mil mulheres em todo o mundo, apesar de ser uma doença curável. Esse tipo de câncer está relacionado com infecções pelo HPV (sigla em inglês para papilomavírus humano), um vírus extremamente comum que é transmitido principalmente pelo sexo.

Para combater o HPV, a Organização Mundial de Saúde recomenda duas ações importantes: a vacinação de meninas entre nove e 14 anos e, para mulheres adultas, exames de rastreamento de lesões causadas pelo vírus. No Brasil, o exame adotado é o papanicolau.

Um estudo publicado em fevereiro na revista científica The Lancet estimou que, se as medidas de prevenção e monitoramento não chegarem a mais pessoas, 44 milhões de mulheres serão diagnosticadas com câncer de colo de útero nos próximos 50 anos. Por outro lado, com maior cobertura de vacinação e exames, o número de mulheres diagnosticadas com câncer poderia cair a níveis bastante baixos até o final do século 21.

Ciência USP convidou o professor Enrique Boccardo, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, para comentar as previsões do artigo do Lancet. Boccardo não participou da pesquisa, mas há 20 anos se dedica a entender os mecanismos que levam o vírus HPV transformar as células infectadas a ponto de causar lesões que podem levar ao câncer.

Ainda neste episódio, conversamos sobre a pesquisa de uma historiadora que conta como a tuberculose foi fundamental para o crescimento da turística Campos do Jordão, no interior de São Paulo.

https://jornal.usp.br 



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