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Violência
05/03/2019 16:00:00

Redução da violência não acaba com clima de medo e assassinatos nas periferias

Apesar dos altos investimentos do governo do Estado, resultados ficaram abaixo das expectativas


Redução da violência não acaba com clima de medo e assassinatos nas periferias

onforme mostrou reportagem especial publicada na edição deste fim de semana da Gazeta de Alagoas, entre 2015 e 2018, o governo do Estado gastou mais de R$ 5 bilhões para manutenção das estruturas físicas, administrativas e operacionais das polícias Civil, Militar Perícia Oficial e Instituto Médico Legal. Desse total, R$ 28,3 milhões se referem a contratos de locação de viaturas. 

Na prática, em vez de manter sua própria frota, o governo preferiu locar veículos, sob a alegação de que é mais vantajoso quando se analisa o custo-benefício. A Secretaria de Segurança Pública destaca a redução em 22,5% dos Crimes Violentos Letais Intencionais no ano de 2018 em comparação com 2017. Mesmo assim, a capital alagoana ainda está entre as dez capitais mais violentas do País. 

 

As novas viaturas locadas trouxeram agilidade operacional ao principal propósito da Política de Segurança Pública, no caso a redução da violência com as seguidas incursões contra o tráfico e quadrilhas de facções que tentam se estabelecer no Estado, avaliam os líderes dos policiais Civis Militares. Como não tem gente suficiente para dar conta de tantas operações policiais, aumentaram o nível de estresse entre os servidores que são cobrados a apresentarem resultados positivos das missões.

Por outro lado, os números frios das estatísticas oficiais deixam dúvidas dos resultados para investimentos tão alto, até porque no período de 2015 e 2018-do primeiro governo Renan, a polícia contabilizou 7.130 assassinatos intencionais.

Os policiais da cúpula da SSP garantem que houve redução significativa e citam isto fazendo a comparação com os números crimes violentos letais e intencionais registrados entre 2011 e 2014, quando a estatística da SSP contabilizou 9.108 homicídios.

Modelo operacional

Nos quatro anos iniciais da gestão Renan Filho ocorreu a efetivação de um sonhado modelo operacional. Policiais Civis e Militares trabalharam de forma integrada para reduzir a violência. As operações de enfrentamento e confronto ocorrem, até hoje, pelo menos três vezes por semana principalmente em períodos próximos de festas populares. Mesmo assim, os resultados apesar de positivo se comparado aos quatro anos de gestão Téo Vilela ficaram abaixo das expectativas.

Na estatística de crimes letais em 2015 o estado registrou 1.814 assassinatos; em 2016 a violência subiu para 1.876 crimes violentos letais e intencionais; em 2017, novo aumento para R$ 1.922; em 2018 ocorreu a primeira redução para 1.518 assassinatos. Estes números a Gazeta obteve junto ao setor de estatística NEAC da própria Secretaria de Segurança Pública, que aponta também crescimentos em outras modalidades de crimes.

Gazetaweb



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