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Especial
24/02/2019 12:00:00

É falso que sargento tenha apagado registros sonoros do acidente de Teori


É falso que sargento tenha apagado registros sonoros do acidente de Teori

por CHICO MARÉS

Voltou a circular nas redes sociais a “informação” de que um “Sargento Marcondes”, filiado ao PT, teria apagado registros sonoros do acidente aéreo que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, em 2017. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Morte de Teori Zavascki: Sargento Marcondes, filiado ao PT, apagou fitas da torre de comando e está foragido”
Publicação no Facebook com cerca de mil compartilhamentos às 19h do dia 14 de fevereiro de 2019

A “informação” analisada pela Lupa já circulava dias depois do acidente que matou Zavascki, e foi desmentida pela Força Aérea Brasileira (FAB) na época. Em nota publicada em 23 de janeiro de 2017, quatro dias depois da morte do ministro, a FAB esclareceu que não havia um “sargento Marcondes” e tampouco havia torre de comunicação no aeródromo onde o acidente ocorreu, em Paraty (RJ).

“Não existe militar com esse nome na equipe de serviço responsável por aquela área de controle, nem havia qualquer comunicação com o piloto da aeronave matrícula PR-SOM durante a aproximação para o pouso em Paraty, porque o aeródromo não possui órgão de controle de tráfego aéreo”, diz a nota da FAB.

Além disso, o Cockpit Voice Recorder (CVR), popularmente conhecido como “caixa-preta”, foi localizado “sem danos físicos”, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). As gravações foram utilizadas na investigação realizada pelo Cenipa, concluída em janeiro de 2018 e disponível publicamente para leitura. O relatório conclui que houve “desorientação espacial” do piloto por causa das más condições climáticas.

O Ministério Público Federal também investigou o caso e concluiu, em janeiro de 2019, que “as causas do acidente decorreram de imperfeições de condução do voo, por parte do piloto, o qual, desprovido de qualquer intenção de causar o sinistro, violou, não obstante, deveres objetivos de cuidado”.

A informação também foi verificada, em 2017, pelo site Boatos.org.

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