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Cotidiano
18/02/2019 17:00:00

Quase 6.000 mulheres morrem anualmente nas Américas por causas ligadas à gravidez

Em 2016, o Brasil encabeçou o ranking de número de óbitos maternos registrados por ano com 1.841 mortes de mães por motivos ligados à gravidez


Quase 6.000 mulheres morrem anualmente nas Américas por causas ligadas à gravidez

Cerca de 6.000 mulheres morrem a cada ano nas Américas por causas relacionadas com a gravidez, de acordo com um relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) divulgado nesta quarta-feira.

O Brasil, com 1.841 mortes de mães por motivos vinculados à gravidez, se situou em 2016 no topo do ranking do número de óbitos maternos registrados por ano, enquanto o México, com 812, se encontra em segundo lugar.

Apesar destes números, a OPS, que estuda uma região que abrange mais de um bilhão de pessoas, argumentou que há países, como os Estados Unidos, que alcançaram níveis “muito baixos” de mortalidade materna.

O estudo também revela que as mães no continente americano têm, em média, dois filhos, longe das altas taxas de algumas nações africanas.

Outro dos focos analisados pela OPS são as principais causas de morte nas Américas.

Segundo os últimos dados, as doenças cardíacas, o câncer e os acidentes vasculares cerebrais superam as doenças transmissíveis como principais motivos de mortes na região.

Em todo o continente americano, a taxa de mortalidade por doenças não transmissíveis é de 427,6 pessoas por cada 100.000 habitantes, sete vezes mais alta que a taxa de mortalidade por doenças transmissíveis, que é de 59,9 pessoas por 100.000 habitantes.

Em 2017, a região da América Latina e do Caribe notificou aproximadamente 580.000 casos de dengue (44% deste total no Brasil), mais de 31.000 casos de hanseníase (quase 90% no Brasil) e mais de 13.800 de cólera (99% dos casos no Haiti).

Por outro lado, a taxa de diagnóstico de HIV foi de 14,6 pessoas por cada 100.000 habitantes em toda a região, e para cada novo diagnóstico de HIV entre as mulheres, houve 3,6 entre os homens.

A análise sobre a saúde na região também constatou que 13% dos adolescentes consomem tabaco, uma porcentagem que varia entre os países, de um mínimo de 3,8% no Canadá a 25% no Chile e em Dominica.

Além disso, a OPS ressaltou que no continente americano há 18 médicos, 59,7 enfermeiras e 6,7 dentistas para cada 10.000 habitantes e que o gasto público em saúde como porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) é de 5% em média em toda a região.
A OPS, que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), avalia as condições sanitárias e diferentes parâmetros de saúde das Américas desde 1902.

https://www.efe.com/efe/brasil 



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